Uma trilha completa de definições, propriedades, teoremas, fórmulas e exemplos resolvidos, organizada para acompanhar o estudo dos fundamentos às áreas, cevianas, potência, homotetia e relações métricas avançadas.
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19diagramas
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Como estudar esta apostila
Leia os conceitos na ordem, observe o diagrama, registre as definições e teoremas principais e, depois, acompanhe as soluções. Esta edição reúne 57 definições, 38 teoremas ou resultados e exemplos elaborados para a plataforma.
01
CAPÍTULO 1
Noções e proposições primitivas
A Geometria parte de ideias básicas aceitas intuitivamente e de afirmações iniciais que sustentam todas as demonstrações posteriores.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Ponto, reta e plano
◫
A e B pertencem à reta r, que está contida no plano α; C pertence ao plano, mas não pertence à reta.
Ponto, reta e plano
Ponto, reta e plano são noções primitivas: não são definidas por conceitos mais simples. Um ponto indica posição e não possui dimensão; uma reta é entendida como um conjunto ilimitado de pontos alinhados; um plano é uma superfície ilimitada que contém retas e pontos.
Por convenção, pontos são indicados por letras maiúsculas, retas por letras minúsculas e planos por letras gregas. Escrevemos A∈r quando o ponto A pertence à reta r e A∈/r quando não pertence.
Pontos de uma mesma reta são colineares.
Pontos de um mesmo plano são coplanares.
Uma figura geométrica é um conjunto de pontos.
Axiomas de incidência e determinação
Axiomas ou postulados são afirmações aceitas sem demonstração. Entre os mais importantes estão: existem infinitos pontos numa reta e fora dela; dois pontos distintos determinam uma única reta; três pontos não colineares determinam um único plano.
Uma reta contida em um plano separa esse plano em dois semiplanos. Essa ideia de separação permite definir interior, exterior, convexidade e diversas relações de posição.
Definição, teorema e demonstração
Uma definição estabelece o significado preciso de um termo. Um teorema é uma proposição cuja validade deve ser demonstrada a partir de axiomas, definições ou resultados já provados. A hipótese reúne as condições dadas; a tese é a conclusão que se deseja obter.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
A linguagem geométrica começa separando o objeto ideal de sua representação. O ponto desenhado possui espessura e a reta traçada possui comprimento limitado, mas ambos apenas representam objetos que, no modelo matemático, não têm essas limitações físicas.
As relações de incidência informam quais objetos contêm outros objetos. Já as relações de ordem permitem dizer quando um ponto está entre dois outros. Juntas, essas ideias sustentam a construção de segmentos, ângulos, polígonos e regiões convexas.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Incidência
Relação de pertencimento entre objetos geométricos, como um ponto pertencente a uma reta ou uma reta contida em um plano.
Pontos colineares
Pontos que pertencem a uma mesma reta. Três pontos não colineares determinam um plano de maneira única.
Conjunto convexo
Conjunto em que o segmento que une quaisquer dois de seus pontos permanece inteiramente dentro do próprio conjunto.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Determinação da reta
Por dois pontos distintos passa uma única reta.
Determinação do plano
Três pontos não colineares determinam um único plano.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Determinando retas e planos
Considere três pontos distintos A, B e C, não colineares. Quantas retas ficam determinadas por pares desses pontos e qual plano eles determinam?
Os pares possíveis são AB, AC e BC.
Cada par de pontos distintos determina exatamente uma reta.
Como A, B e C não são colineares, os três determinam um único plano.
2
NOVO EXEMPLO
Retas determinadas por cinco pontos
Cinco pontos de um plano foram posicionados de modo que não existam três colineares. Quantas retas diferentes são determinadas por eles?
Cada reta é determinada pela escolha de dois pontos.
O número de pares é 5⋅24=10.
Como não há três pontos colineares, pares diferentes não produzem a mesma reta.
Segmentos e semirretas permitem representar comprimentos, posições intermediárias e divisões de uma reta.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Segmento e ponto médio
◫
M divide AB em duas partes de mesma medida; as marcas indicam AM ≅ MB.
Reta, semirreta e segmento
A reta AB passa por A e B e se prolonga indefinidamente nos dois sentidos. A semirreta AB tem origem em A, passa por B e se prolonga apenas além de B. O segmento AB é formado por A, B e todos os pontos situados entre eles.
Dois segmentos são consecutivos quando possuem uma extremidade comum, colineares quando pertencem à mesma reta e adjacentes quando são consecutivos, colineares e não têm pontos internos em comum.
Medida, congruência e ponto médio
A distância entre A e B é a medida não negativa do segmento AB. Segmentos com a mesma medida são congruentes. Se M pertence a AB e AM=MB, então M é o ponto médio de AB.
AB=AM+MBAdição de segmentos quando M está entre A e B.
AM=MB=2ABRelação válida quando M é o ponto médio.
Ordem dos pontos
Três pontos colineares distintos admitem exatamente um ponto situado entre os outros dois. Antes de somar ou subtrair comprimentos, é essencial identificar a ordem dos pontos, pois posições diferentes podem produzir respostas diferentes.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
Um segmento reúne uma ideia geométrica — a parte da reta limitada por duas extremidades — e uma ideia métrica, que é seu comprimento. É importante distinguir o segmento AB, entendido como conjunto de pontos, da medida AB, expressa por um número.
A adição de segmentos depende da ordem dos pontos. Se M está entre A e B, então AB=AM+MB. Se essa posição não estiver garantida, a igualdade pode deixar de representar corretamente a figura.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Semirreta
Parte da reta que possui uma origem e se prolonga indefinidamente em um único sentido.
Segmentos congruentes
Segmentos que possuem a mesma medida, mesmo quando ocupam posições ou direções diferentes no plano.
Ponto médio
Único ponto interno que divide um segmento em duas partes congruentes.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Adição de segmentos
Se B está entre A e C, então AC=AB+BC.
Unicidade do ponto médio
Todo segmento não nulo possui um único ponto médio.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Ponto médio com expressão algébrica
M é o ponto médio de AB. Se AM=3x−2 e MB=x+6, determine AB.
Como M é ponto médio, AM=MB.
3x - 2=x+6, portanto 2x=8 e x=4.
AM=3⋅4−2=10 e MB=4+6=10.
AB=AM+MB=20.
2
NOVO EXEMPLO
Comprimento com pontos intermediários
Na ordem A–M–N–B, sabe-se que AM=4cm, MN=7cm e NB=3cm. Determine AB e a distância do ponto médio de MN até B.
Ângulos descrevem a abertura entre duas semirretas e aparecem em praticamente todas as relações da Geometria Plana.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Abertura, arco e bissetriz
◫
A bissetriz OP divide o ângulo AÔB em duas partes congruentes de medida α/2.
Definição e regiões
Um ângulo é formado por duas semirretas de mesma origem. A origem é o vértice e as semirretas são os lados. O interior do ângulo é a região convexa compreendida entre os lados; o exterior é o restante do plano.
Uma região é convexa quando o segmento que une quaisquer dois de seus pontos permanece totalmente dentro dela. Caso contrário, a região é côncava.
Medida e classificação
A medida angular costuma ser expressa em graus. Um ângulo nulo mede 0∘, um agudo está entre 0∘ e 90∘, um reto mede 90∘, um obtuso está entre 90∘ e 180∘, um raso mede 180∘ e uma volta completa mede 360∘.
α+β=90∘Ângulos complementares.
α+β=180∘Ângulos suplementares.
Congruência, bissetriz e ângulos opostos
Ângulos de mesma medida são congruentes. A bissetriz divide um ângulo em dois ângulos congruentes. Quando duas retas se cruzam, os ângulos opostos pelo vértice são congruentes, enquanto cada par adjacente forma uma soma de 180∘.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
A medida de um ângulo descreve uma rotação entre duas semirretas, não o comprimento de seus lados. Por isso, prolongar ou encurtar as semirretas no desenho não altera a abertura angular.
Muitas demonstrações utilizam decomposição angular: um ângulo maior é escrito como soma de ângulos adjacentes. Quando uma semirreta é bissetriz, essa soma possui duas parcelas iguais.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Ângulos adjacentes
Ângulos que possuem o mesmo vértice, um lado comum e interiores sem pontos em comum.
Par linear
Par de ângulos adjacentes cujos lados não comuns são semirretas opostas; sua soma é 180∘.
Bissetriz
Semirreta interna que parte do vértice e divide o ângulo em dois ângulos congruentes.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Ângulos opostos pelo vértice
Quando duas retas se cruzam, cada par de ângulos opostos pelo vértice é congruente.
Unicidade da bissetriz
Todo ângulo convexo possui uma única bissetriz interna.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Ângulos adjacentes suplementares
Dois ângulos adjacentes medem 3x + 10 graus e 5x + 2 graus e formam um ângulo raso. Determine suas medidas.
Como formam um ângulo raso, a soma é 180∘.
3x+10+5x+2=180, então 8x=168 e x=21.
O primeiro mede 3⋅21+10=73∘ e o segundo mede 5⋅21+2=107∘.
2
NOVO EXEMPLO
Aplicação da bissetriz
A semirreta OP é bissetriz do ângulo AÔB, cuja medida é 74∘. A semirreta OQ forma 18∘ com OP e está no interior de PÔB. Determine QÔB.
O triângulo é o polígono mais simples e serve de base para decompor e estudar grande parte das figuras planas.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Elementos e correspondências
◫
Lados e ângulos opostos são correspondentes; o ângulo externo equivale à soma dos dois internos remotos.
Elementos e classificação
Um triângulo possui três vértices, três lados e três ângulos internos. Pelos lados, pode ser equilátero, isósceles ou escaleno. Pelos ângulos, pode ser acutângulo, retângulo ou obtusângulo.
A soma dos ângulos internos de qualquer triângulo plano é 180∘. Em um triângulo equilátero, os três ângulos medem 60∘; em um isósceles, os ângulos da base são congruentes.
Congruência de triângulos
Triângulos congruentes têm a mesma forma e o mesmo tamanho. A congruência pode ser garantida pelos critérios LLL, LAL, ALA e LAA, desde que os elementos comparados sejam correspondentes. Em triângulos retângulos também se usa o critério hipotenusa-cateto.
LLL: três lados correspondentes congruentes.
LAL: dois lados e o ângulo compreendido.
ALA: um lado e os dois ângulos adjacentes.
Desigualdades triangulares
Em todo triângulo, cada lado é menor que a soma e maior que a diferença positiva dos outros dois. Além disso, o maior lado fica oposto ao maior ângulo, e lados congruentes ficam opostos a ângulos congruentes.
∣b−c∣<a<b+cCondição para três medidas formarem um triângulo.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
Os elementos de um triângulo aparecem em pares de correspondência: cada lado é oposto a um ângulo. Comparar lados permite comparar ângulos e vice-versa; o maior lado sempre se encontra diante do maior ângulo.
Congruência é mais forte que semelhança. Dois triângulos congruentes podem ser sobrepostos por movimentos rígidos e apresentam todos os lados e ângulos correspondentes iguais. Os critérios de congruência evitam a necessidade de verificar os seis elementos.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Ângulo externo
Ângulo formado por um lado do triângulo e o prolongamento do lado adjacente.
Congruência
Correspondência que preserva comprimentos e ângulos, garantindo mesma forma e mesmo tamanho.
Desigualdade triangular
Condição segundo a qual cada lado deve ser menor que a soma dos outros dois e maior que sua diferença positiva.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Teorema do ângulo externo
A medida de um ângulo externo de um triângulo é a soma dos dois ângulos internos não adjacentes.
Teorema do triângulo isósceles
Se dois lados de um triângulo são congruentes, os ângulos opostos a eles também são congruentes.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Existência e classificação
As medidas 7 cm, 9 cm e 12 cm formam um triângulo? Como ele é classificado pelos lados?
A maior medida é 12.
Verificamos 12<7+9, isto é, 12<16.
As outras desigualdades também são satisfeitas.
Como as três medidas são diferentes, o triângulo é escaleno.
2
NOVO EXEMPLO
Ângulo interno a partir do externo
Um ângulo externo de um triângulo mede 128∘. Um dos ângulos internos não adjacentes mede 53∘. Determine o outro e o ângulo interno adjacente ao externo.
Pelo teorema do ângulo externo, 128∘ = 53∘ + x.
Assim, x=75∘.
O ângulo interno adjacente forma um par linear com 128∘.
Retas paralelas mantêm distância constante e criam relações angulares fundamentais quando são cortadas por uma transversal.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Paralelas cortadas por transversal
◫
Os arcos destacam um par de ângulos alternos internos congruentes.
Retas paralelas e transversal
Duas retas coplanares são paralelas quando não possuem ponto em comum ou quando coincidem. Uma terceira reta que intercepta ambas é chamada transversal.
Quando duas paralelas são cortadas por uma transversal, ângulos correspondentes e alternos são congruentes; ângulos colaterais do mesmo lado são suplementares.
Critérios de paralelismo
Também é possível concluir que duas retas são paralelas: basta mostrar que um par de ângulos correspondentes ou alternos é congruente, ou que um par de colaterais soma 180∘.
Consequências nos triângulos
Traçando por um vértice de um triângulo uma paralela ao lado oposto, as relações entre alternos internos demonstram que a soma dos ângulos internos é 180∘. O ângulo externo de um triângulo equivale à soma dos dois internos não adjacentes.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
O paralelismo pode ser reconhecido sem prolongar indefinidamente as retas. Basta observar as relações angulares produzidas por uma transversal. Essa ideia transforma uma propriedade de posição em um critério mensurável.
As relações de ângulos correspondentes, alternos e colaterais são equivalentes quando as retas são paralelas. Em uma demonstração, escolher o par mais visível costuma reduzir o número de etapas.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Retas paralelas
Retas coplanares distintas que não possuem ponto comum, mesmo quando prolongadas.
Transversal
Reta que intercepta duas ou mais retas em pontos diferentes.
Ângulos alternos internos
Ângulos situados entre as duas retas e em lados opostos da transversal.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Critério de paralelismo
Se duas retas cortadas por uma transversal formam ângulos alternos internos congruentes, então essas retas são paralelas.
Propriedade das paralelas
Duas retas paralelas cortadas por uma transversal formam ângulos correspondentes congruentes.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Alternos internos
Duas paralelas são cortadas por uma transversal. Um par de ângulos alternos internos mede 4x + 8 graus e 6x - 24 graus. Determine a medida comum.
Ângulos alternos internos entre paralelas são congruentes.
4x+8=6x−24, então 2x=32 e x=16.
Substituindo: 4⋅16+8=72∘.
2
NOVO EXEMPLO
Reconhecendo retas paralelas
Dois ângulos alternos internos medem 3x + 12 graus e 5x − 8 graus. Determine x e verifique se as retas podem ser paralelas.
Para que as retas sejam paralelas, ângulos alternos internos devem ser congruentes.
A perpendicularidade formaliza a ideia de encontro em ângulo reto e permite definir distância entre pontos e retas.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Perpendicular e menor distância
◫
PH é perpendicular a r e representa a menor distância do ponto P à reta.
Retas perpendiculares
Duas retas concorrentes são perpendiculares quando formam quatro ângulos retos. Por um ponto pertencente ou exterior a uma reta passa uma única perpendicular a essa reta.
Projeção ortogonal e distância
A projeção ortogonal de um ponto P sobre uma reta r é o ponto H em que a perpendicular por P encontra r. O segmento PH é a distância de P a r e é menor que qualquer segmento oblíquo ligando P a outro ponto da reta.
A distância entre duas retas paralelas é o comprimento de qualquer segmento perpendicular com uma extremidade em cada reta.
Mediatriz
A mediatriz de um segmento é a reta perpendicular ao segmento em seu ponto médio. Todo ponto da mediatriz é equidistante das extremidades; reciprocamente, todo ponto equidistante das extremidades pertence à mediatriz.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
A perpendicularidade estabelece uma referência de direção. Alturas, mediatrizes, distâncias e projeções ortogonais dependem da construção de um ângulo reto.
Entre todos os segmentos que unem um ponto exterior a uma reta, o perpendicular é o de menor comprimento. Por essa razão, a distância de um ponto a uma reta é definida por uma perpendicular, e não por qualquer segmento oblíquo.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Retas perpendiculares
Retas concorrentes que formam quatro ângulos retos no ponto de interseção.
Projeção ortogonal
Pé da perpendicular traçada de um ponto até uma reta; também pode designar o segmento projetado.
Distância de ponto a reta
Comprimento do segmento perpendicular que une o ponto à reta.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Existência e unicidade
Por um ponto passa uma única reta perpendicular a uma reta dada.
Perpendiculares a uma mesma reta
Duas retas coplanares perpendiculares a uma terceira reta são paralelas entre si.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Menor distância até uma reta
De um ponto P exterior à reta r foram traçados PH perpendicular a r e PQ oblíquo a r. Se PH=9cm e PQ=13cm, qual é a distância de P a r?
A distância de um ponto a uma reta é medida pelo segmento perpendicular.
Como PH é perpendicular a r, seu comprimento fornece a distância.
O segmento oblíquo PQ é maior e não representa a distância mínima.
2
NOVO EXEMPLO
Ângulo formado com uma perpendicular
As retas r e s são perpendiculares. Uma semirreta interna ao ângulo reto forma 38∘ com r. Qual é o ângulo formado com s?
Retas perpendiculares formam um ângulo de 90∘.
A semirreta divide esse ângulo em duas partes: 38∘ e x.
Quadriláteros são polígonos de quatro lados. Paralelismo, congruência e perpendicularidade distinguem suas principais famílias.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Família dos quadriláteros
◫
Paralelogramo, retângulo, losango e trapézio são comparados por paralelismo, ângulos e diagonais.
Definições e classificação
A soma dos ângulos internos de um quadrilátero convexo é 360∘. Trapézios possuem ao menos um par de lados paralelos; paralelogramos possuem dois pares; retângulos têm quatro ângulos retos; losangos têm quatro lados congruentes; quadrados reúnem as propriedades de retângulos e losangos.
Trapézios e bases médias
No trapézio, os lados paralelos são as bases. O segmento que une os pontos médios dos lados não paralelos é paralelo às bases e mede a semissoma de seus comprimentos. No trapézio isósceles, os lados não paralelos e os ângulos de cada base são congruentes.
m=2B+bBase média do trapézio.
Paralelogramos, retângulos, losangos e quadrados
Em todo paralelogramo, lados e ângulos opostos são congruentes, ângulos consecutivos são suplementares e as diagonais se cortam ao meio. No retângulo, as diagonais também são congruentes. No losango, são perpendiculares e bissetam os ângulos. No quadrado, todas essas propriedades valem simultaneamente.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
Os quadriláteros notáveis formam uma hierarquia. Todo quadrado é simultaneamente retângulo e losango; todo retângulo e todo losango são paralelogramos. A recíproca dessas afirmações, em geral, não é verdadeira.
As diagonais funcionam como critérios de reconhecimento. Em um paralelogramo elas se cortam ao meio; se, além disso, forem congruentes, há um retângulo; se forem perpendiculares, há um losango; se reunirem as duas propriedades, há um quadrado.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Paralelogramo
Quadrilátero que possui os dois pares de lados opostos paralelos.
Trapézio
Quadrilátero que possui um par de lados opostos paralelos, chamados bases.
Base média do trapézio
Segmento que une os pontos médios dos lados não paralelos; é paralelo às bases.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Diagonais do paralelogramo
As diagonais de um paralelogramo interceptam-se em seus respectivos pontos médios.
Base média do trapézio
A medida da base média de um trapézio é a média aritmética das medidas das bases.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Base média de um trapézio
Um trapézio possui bases de 18 cm e 10 cm. Determine o comprimento do segmento que une os pontos médios dos lados não paralelos.
Aplicamos a fórmula da base média.
m=218+10.
m=228=14.
2
NOVO EXEMPLO
Base média de um trapézio
As bases de um trapézio medem 18 cm e 10 cm. Determine a base média e a distância entre seu ponto médio e cada base, sabendo que a altura é 8 cm.
A base média mede 218+10=14cm.
Ela é paralela às bases e fica a igual distância de ambas.
Como a altura total é 8 cm, cada distância é 28=4cm.
Medianas, bissetrizes, mediatrizes e alturas concorrem em pontos com propriedades especiais.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Medianas e baricentro
◫
As três medianas são concorrentes em G; em cada uma, o trecho do vértice até G é o dobro do trecho restante.
Baricentro e medianas
Mediana é o segmento que liga um vértice ao ponto médio do lado oposto. As três medianas concorrem no baricentro, que divide cada mediana na razão 2:1 a partir do vértice. O baricentro pode ser interpretado como centro de equilíbrio do triângulo.
AG=2⋅GM=(32)⋅AMG é o baricentro e AM é uma mediana.
Incentro e circuncentro
As bissetrizes internas concorrem no incentro, ponto equidistante dos lados e centro da circunferência inscrita. As mediatrizes dos lados concorrem no circuncentro, ponto equidistante dos vértices e centro da circunferência circunscrita.
Ortocentro e posições relativas
As três alturas concorrem no ortocentro. Em triângulos acutângulos, circuncentro e ortocentro são internos; em retângulos, ficam respectivamente no ponto médio da hipotenusa e no vértice reto; em obtusângulos, ambos podem ficar no exterior.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
Cevianas são segmentos que partem de um vértice e atingem o lado oposto ou seu prolongamento. Medianas, bissetrizes e alturas são cevianas; mediatrizes não são, pois não precisam partir de um vértice.
Os quatro centros notáveis respondem a perguntas diferentes: o baricentro equilibra a figura, o incentro fica à mesma distância dos lados, o circuncentro fica à mesma distância dos vértices e o ortocentro reúne as alturas.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Mediana
Segmento que une um vértice ao ponto médio do lado oposto.
Mediatriz
Reta perpendicular a um segmento em seu ponto médio; seus pontos são equidistantes das extremidades.
Altura
Segmento perpendicular conduzido de um vértice à reta que contém o lado oposto.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Teorema do baricentro
As três medianas de um triângulo encontram-se em um único ponto, o baricentro.
Concorrência das bissetrizes
As bissetrizes internas de um triângulo concorrem no incentro.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Razão do baricentro
A mediana AM de um triângulo mede 15 cm. G é o baricentro. Determine AG e GM.
O baricentro divide a mediana em duas partes na razão 2:1.
A mediana corresponde a 3 partes iguais: 315=5cm.
AG possui 2 partes e GM possui 1 parte.
2
NOVO EXEMPLO
Razão do baricentro
Na mediana AM de um triângulo, o baricentro G satisfaz AG=12cm. Determine GM e AM.
O baricentro divide a mediana na razão AG:GM=2:1.
Se AG=12 corresponde a duas partes, cada parte mede 6.
Polígonos são linhas poligonais fechadas simples e suas regiões internas. O número de lados determina suas relações angulares e diagonais.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Triangulação de um polígono
◫
As diagonais partindo de A dividem o hexágono em n − 2 = 4 triângulos.
Elementos e classificação
Um polígono possui lados, vértices, ângulos internos, ângulos externos e diagonais. É convexo quando todas as diagonais ficam em seu interior. É regular quando todos os lados e todos os ângulos são congruentes.
Diagonais
De cada vértice partem n - 3 diagonais, pois não se liga o vértice a si mesmo nem aos dois vizinhos. Como cada diagonal seria contada por suas duas extremidades, divide-se o total por 2.
D=2n(n−3)Número de diagonais de um polígono de n lados.
Ângulos internos e externos
Um polígono convexo de n lados pode ser decomposto em n - 2 triângulos a partir de um vértice. A soma dos ângulos externos, tomando um por vértice no mesmo sentido, é sempre 360∘.
Si=(n−2)⋅180∘Soma dos ângulos internos.
i=n(n−2)⋅180∘Ângulo interno de um polígono regular.
e=n360∘Ângulo externo de um polígono regular.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
Um polígono pode ser estudado localmente, por seus lados e ângulos, ou globalmente, por fórmulas que dependem apenas do número n de lados. A triangulação a partir de um vértice explica muitas dessas fórmulas.
Em um polígono convexo de n lados, as diagonais traçadas a partir de um único vértice o dividem em n − 2 triângulos. Essa decomposição produz imediatamente a soma dos ângulos internos.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Polígono simples
Linha poligonal fechada cujos lados não se cruzam fora dos vértices consecutivos.
Diagonal
Segmento que une dois vértices não consecutivos de um polígono.
Polígono regular
Polígono simultaneamente equilátero e equiângulo.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Soma dos ângulos internos
A soma dos ângulos internos de um polígono convexo de n lados é (n − 2)·180∘.
Número de diagonais
Um polígono de n lados possui n(n−3)/2 diagonais.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Decágono regular
Determine o número de diagonais e as medidas dos ângulos interno e externo de um decágono regular.
D=10210−3=35 diagonais.
i=(10−2)⋅10180∘=144∘.
e=10360∘=36∘.
2
NOVO EXEMPLO
Descobrindo o número de lados
Um polígono convexo possui 20 diagonais. Quantos lados ele tem?
Circunferência é a linha dos pontos equidistantes de um centro; círculo é a região limitada por essa linha.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Raio, corda, secante e tangente
◫
OT é perpendicular à tangente t no ponto T; a reta s é secante e o segmento AB é uma corda da circunferência.
Elementos fundamentais
Raio liga o centro a um ponto da circunferência. Diâmetro é uma corda que passa pelo centro e mede duas vezes o raio. Corda liga dois pontos da circunferência; arco é uma parte da circunferência. Setor e segmento circular são regiões determinadas por raios e cordas.
Posições relativas
Uma reta pode ser exterior, tangente ou secante conforme tenha zero, um ou dois pontos comuns com a circunferência. A tangente é perpendicular ao raio no ponto de tangência.
Duas circunferências podem ser exteriores, tangentes exteriormente, secantes, tangentes interiormente, interiores ou concêntricas. A classificação depende da distância d entre os centros comparada a R + r e ∣R−r∣.
Tangentes e quadriláteros circunscritos
Segmentos tangentes traçados de um mesmo ponto exterior até uma circunferência são congruentes. Em um quadrilátero circunscrito a uma circunferência, a soma das medidas de dois lados opostos é igual à soma dos outros dois.
AB+CD=BC+ADCondição métrica de um quadrilátero circunscrito.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
Circunferência é a linha formada pelos pontos a uma distância fixa do centro; círculo é a região interna limitada por essa linha. A distinção evita confundir comprimento, que pertence à circunferência, com área, que pertence ao círculo.
Cordas, secantes e tangentes descrevem diferentes posições de uma reta em relação à circunferência. A distância do centro à reta permite reconhecê-las: menor que o raio indica secante, igual ao raio indica tangente e maior que o raio indica reta exterior.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Corda
Segmento cujas duas extremidades pertencem à circunferência; o diâmetro é a maior corda.
Secante
Reta que possui exatamente dois pontos comuns com a circunferência.
Tangente
Reta que possui exatamente um ponto comum com a circunferência, chamado ponto de tangência.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Raio e tangente
O raio conduzido ao ponto de tangência é perpendicular à reta tangente.
Segmentos tangentes
Os segmentos tangentes traçados de um mesmo ponto exterior a uma circunferência são congruentes.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Quadrilátero circunscrito
Os lados consecutivos de um quadrilátero circunscrito medem 7 cm, 12 cm, 9 cm e x. Determine x.
Em um quadrilátero circunscrito, as somas dos lados opostos são iguais.
7+9=12+x.
16=12+x, portanto x=4.
2
NOVO EXEMPLO
Tangentes a partir de um ponto
De um ponto P partem as tangentes PA e PB a uma circunferência. Se PA=3x−2 e PB=x+8, determine x e os comprimentos.
Segmentos tangentes com origem em P são congruentes.
A posição do vértice de um ângulo determina como sua medida se relaciona com os arcos interceptados.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Ângulo central e ângulo inscrito
◫
Os dois ângulos interceptam o mesmo arco AB; o central mede 2α e o inscrito mede α.
Arcos e ângulo central
Arcos de mesma medida são congruentes. Em uma mesma circunferência, arcos congruentes correspondem a cordas congruentes. O ângulo central tem vértice no centro e sua medida é igual à medida do arco que intercepta.
Ângulo inscrito
O ângulo inscrito tem vértice na circunferência e lados secantes. Sua medida é a metade do arco interceptado. Ângulos inscritos que interceptam o mesmo arco são congruentes; se interceptam um diâmetro, medem 90∘.
m(∠ACB)=2m(AB)Teorema do ângulo inscrito.
Ângulo semi-inscrito e outros casos
O ângulo semi-inscrito tem vértice na circunferência, um lado tangente e outro secante; também mede a metade do arco interceptado. Para duas cordas que se cruzam internamente, usa-se a semissoma dos arcos opostos; para secantes exteriores, a semidiferença dos arcos.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
Ângulos associados à circunferência podem ser comparados por meio dos arcos que interceptam. O local do vértice — no centro, na circunferência, dentro ou fora dela — determina a relação usada no cálculo.
Ângulos inscritos que interceptam o mesmo arco possuem a mesma medida. Essa propriedade explica por que todo ângulo inscrito em uma semicircunferência é reto: ele intercepta um arco de 180∘.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Ângulo central
Ângulo cujo vértice é o centro da circunferência; sua medida coincide com a medida do arco interceptado.
Ângulo inscrito
Ângulo cujo vértice pertence à circunferência e cujos lados contêm cordas.
Ângulo de segmento
Ângulo formado por uma tangente e uma corda com extremidade no ponto de tangência.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Teorema do ângulo inscrito
A medida de um ângulo inscrito é a metade da medida do arco que ele intercepta.
Quadrilátero inscritível
Em todo quadrilátero inscrito, os ângulos opostos são suplementares.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Ângulo inscrito e arco
Um ângulo inscrito intercepta um arco de 140∘. Qual é sua medida? E qual é a medida do ângulo central que intercepta o mesmo arco?
O ângulo inscrito mede metade do arco: 140∘/2=70∘.
O ângulo central possui a mesma medida do arco: 140∘.
2
NOVO EXEMPLO
Ângulo que intercepta um arco
Um ângulo inscrito intercepta um arco de 146∘. Determine sua medida e a do ângulo central que intercepta o mesmo arco.
O ângulo inscrito mede a metade do arco: 146∘/2=73∘.
O paralelismo preserva proporções e permite calcular segmentos sem medir diretamente todas as partes da figura.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Feixe de paralelas e transversais
◫
Os segmentos a, b, c e d mantêm a correspondência a/b = c/d.
Feixe de paralelas
Quando várias retas paralelas interceptam duas transversais, os segmentos correspondentes determinados nas transversais são proporcionais. É necessário manter a mesma ordem de correspondência ao montar as razões.
BCAB=EFDEProporção entre segmentos correspondentes em duas transversais.
Forma triangular
Em um triângulo ABC, se D pertence a AB, E pertence a AC e DE é paralelo a BC, então ABAD=ACAE= DBEC. A paralela cria um triângulo menor semelhante ao original.
Teorema das bissetrizes
A bissetriz interna de um ângulo de um triângulo divide o lado oposto em segmentos proporcionais aos lados adjacentes. A bissetriz externa produz uma divisão externa na mesma razão.
DCBD=ACABD pertence a BC e AD é bissetriz interna de Â.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
O Teorema de Tales converte paralelismo em proporcionalidade. As retas paralelas recortam quaisquer transversais na mesma razão, mesmo que as transversais tenham inclinações diferentes.
Antes de montar uma proporção, é necessário identificar segmentos correspondentes. A ordem deve ser mantida nos dois lados: primeiro segmento sobre primeiro segmento, segundo sobre segundo.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Feixe de paralelas
Conjunto de três ou mais retas paralelas consideradas simultaneamente.
Segmentos correspondentes
Segmentos determinados entre o mesmo par de paralelas em transversais diferentes.
Divisão proporcional
Partição em que as razões entre segmentos correspondentes permanecem iguais.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Teorema de Tales
Um feixe de retas paralelas determina, sobre duas transversais, segmentos correspondentes proporcionais.
Recíproca de Tales
Se retas cortam duas transversais determinando segmentos correspondentes proporcionais, então essas retas são paralelas.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Paralela a um lado do triângulo
No triângulo ABC, D está em AB, E está em AC e DE é paralelo a BC. Se AD=6, DB=3 e AE=8, determine EC.
Pelo Teorema de Tales, DBAD=ECAE.
36=EC8.
2=EC8, portanto EC=4.
2
NOVO EXEMPLO
Medida em duas transversais
Três paralelas determinam segmentos de 6 cm e 9 cm em uma transversal. Na outra, os correspondentes medem x e 12 cm. Determine x.
Semelhança compara figuras de mesma forma, enquanto potência de ponto relaciona segmentos determinados por circunferências.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Triângulos semelhantes
◫
Os ângulos correspondentes são congruentes e cada lado do segundo triângulo é k vezes o homólogo do primeiro.
Semelhança e razão
Triângulos semelhantes possuem ângulos correspondentes congruentes e lados correspondentes proporcionais. A razão de semelhança k compara comprimentos; perímetros variam por k e áreas por k2.
A1A2=k2Razão entre áreas de figuras semelhantes.
Critérios de semelhança
Os critérios AA, LAL proporcional e LLL proporcional permitem provar semelhança sem verificar todos os elementos. A ordem dos vértices na escrita da semelhança indica as correspondências.
Potência de ponto
A potência de um ponto P em relação a uma circunferência é constante para todas as secantes por P. Para ponto exterior, o produto da parte externa pela secante inteira equivale ao quadrado do segmento tangente.
PA⋅PB=PC⋅PDDuas secantes por P.
PT2=PA⋅PBTangente PT e secante PAB.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
Semelhança preserva ângulos e multiplica todas as medidas lineares por uma mesma constante k. Perímetros também são multiplicados por k, áreas por k2 e, em sólidos semelhantes, volumes por k3.
A potência de um ponto reúne produtos de segmentos determinados por cordas, secantes e tangentes. Embora as figuras pareçam diferentes, os produtos são iguais porque surgem de pares de triângulos semelhantes.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Razão de semelhança
Quociente constante entre comprimentos correspondentes de duas figuras semelhantes.
Lados homólogos
Lados que ocupam posições correspondentes diante de ângulos congruentes.
Potência de um ponto
Valor constante associado a um ponto e uma circunferência, obtido por produtos de segmentos secantes ou tangentes.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Critério AA
Dois triângulos que possuem dois pares de ângulos correspondentes congruentes são semelhantes.
Potência por secantes
Para duas secantes PAB e PCD partindo do mesmo ponto P, vale PA⋅PB=PC⋅PD.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Tangente e secante
De um ponto P exterior a uma circunferência, uma secante encontra a curva em A e B. Se PA=4cm e PB=16cm, determine o segmento tangente PT.
Aplicamos PT2=PA⋅PB.
PT2=4⋅16=64.
Como comprimento é positivo, PT=64=8.
2
NOVO EXEMPLO
Ampliando um triângulo
Um triângulo de lados 4 cm, 6 cm e 8 cm é semelhante a outro cujo menor lado mede 10 cm. Determine os demais lados e a razão de semelhança.
No triângulo retângulo, altura e projeções sobre a hipotenusa produzem relações métricas especialmente úteis.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Relações métricas no triângulo retângulo
◫
A altura h divide a hipotenusa a em projeções m e n, formando três triângulos semelhantes.
Projeções e relações métricas
Considere hipotenusa a, catetos b e c, altura h relativa à hipotenusa e projeções m e n dos catetos sobre a. Os dois triângulos menores formados pela altura são semelhantes ao triângulo original e entre si.
a=m+nA hipotenusa é a soma das projeções.
b2=a⋅mec2=a⋅nTeoremas dos catetos.
h2=m⋅nTeorema da altura.
b⋅c=a⋅hProduto dos catetos e altura.
Teorema de Pitágoras
O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos. A recíproca também vale: se o maior lado de um triângulo satisfaz essa igualdade, o triângulo é retângulo.
a2=b2+c2a é a hipotenusa.
Aplicações
Pitágoras aparece em diagonais de retângulos e quadrados, distâncias no plano cartesiano, alturas de triângulos isósceles e problemas de acesso indireto. Antes de aplicar a fórmula, identifique corretamente o ângulo reto e a hipotenusa.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
Ao traçar a altura relativa à hipotenusa, um triângulo retângulo é dividido em dois triângulos menores semelhantes ao original e semelhantes entre si. Todas as relações métricas decorrem dessa tripla semelhança.
As projeções dos catetos sobre a hipotenusa funcionam como partes complementares: m+n=a. Cada cateto é média geométrica entre a hipotenusa e sua projeção correspondente.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Hipotenusa
Lado oposto ao ângulo reto e maior lado de um triângulo retângulo.
Projeção do cateto
Segmento da hipotenusa determinado pelo pé da altura e associado a um dos catetos.
Média geométrica
Número x que satisfaz x2=ab; nas relações métricas, catetos e altura aparecem como médias geométricas.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Teorema de Pitágoras
Em um triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos.
Relações métricas
Se a é a hipotenusa, m e n são projeções e h é a altura, então b2=am,c2=an e h2=mn.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Triângulo pelas projeções
As projeções dos catetos sobre a hipotenusa medem 9 cm e 16 cm. Determine a hipotenusa, a altura e os catetos.
a=9+16=25cm.
h2=9⋅16=144, então h=12cm.
b2=25⋅9=225, então b=15cm.
c2=25⋅16=400, então c=20cm.
2
NOVO EXEMPLO
Catetos e altura pelas projeções
A hipotenusa mede 25 cm e uma de suas projeções mede 9 cm. Determine os catetos e a altura relativa à hipotenusa.
Leis trigonométricas e relações de cevianas estendem os cálculos métricos a triângulos sem ângulo reto.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Lados e ângulo compreendido
◫
Conhecidos b, c e o ângulo A entre eles, a Lei dos Cossenos determina o lado oposto a.
Lei dos cossenos
A lei dos cossenos generaliza o Teorema de Pitágoras. Ela calcula um lado a partir de dois lados e do ângulo compreendido, ou um ângulo a partir dos três lados.
a2=b2+c2−2bc⋅cosAO lado a é oposto ao ângulo A.
Lei dos senos
A lei dos senos relaciona cada lado ao seno do ângulo oposto e ao diâmetro da circunferência circunscrita. É especialmente útil quando se conhece um par lado-ângulo e mais um lado ou ângulo.
senAa=senBb=senCc=2RR é o raio da circunferência circunscrita.
Medianas, bissetrizes e cevianas
O Teorema de Stewart calcula o comprimento de uma ceviana a partir dos lados e dos segmentos em que ela divide o lado oposto. Casos particulares fornecem fórmulas de medianas e bissetrizes.
ma2=42b2+2c2−a2Comprimento da mediana relativa ao lado a.
b2m+c2n=a(d2+mn)Teorema de Stewart para a=m+n e ceviana d.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
Em triângulos não retângulos, as relações trigonométricas continuam conectando lados e ângulos. A Lei dos Senos é especialmente útil quando se conhece um par lado–ângulo oposto; a Lei dos Cossenos é natural quando se conhecem três lados ou dois lados e o ângulo entre eles.
A Lei dos Cossenos generaliza Pitágoras. Quando o ângulo considerado mede 90∘, seu cosseno é zero e o termo −2bc·cos A desaparece.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Ângulo compreendido
Ângulo localizado entre dois lados conhecidos de um triângulo.
Raio circunscrito
Raio da circunferência que passa pelos três vértices do triângulo.
Ceviana
Segmento que parte de um vértice e alcança a reta suporte do lado oposto.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Lei dos Cossenos
Para lados a, b, c opostos a A, B, C, vale a2=b2+c2−2bc⋅cosA.
Lei dos Senos
Em todo triângulo, saen A=senBb=senCc=2R.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Aplicação da lei dos cossenos
Dois lados de um triângulo medem 7 cm e 9 cm, e o ângulo entre eles mede 60∘. Determine o terceiro lado.
a2=72+92−2⋅7⋅9⋅cos60∘.
Como cos 60∘ = 21, a2=49+81−63=67.
a=67≈8,19.
2
NOVO EXEMPLO
Terceiro lado pela Lei dos Cossenos
Dois lados de um triângulo medem 8 cm e 11 cm, e o ângulo compreendido mede 60∘. Determine o terceiro lado.
A simetria dos polígonos regulares conecta lados, raios, apótemas, ângulos e áreas.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Centro, raio e apótema
◫
O hexágono regular é dividido em seis triângulos congruentes; o apótema é perpendicular ao lado.
Centro, raio e apótema
Todo polígono regular pode ser inscrito em uma circunferência e circunscrito a outra com o mesmo centro. O raio liga o centro a um vértice; o apótema é a distância do centro a um lado e o encontra perpendicularmente em seu ponto médio.
Ângulos e decomposição
Ligando o centro aos vértices, o polígono é dividido em n triângulos isósceles congruentes. O ângulo central mede n360∘ e coincide numericamente com o ângulo externo.
Relações métricas
Se R é o raio da circunferência circunscrita, l é o lado e ap é o apótema, relações trigonométricas no triângulo central calculam essas medidas. A área total é a soma das áreas dos n triângulos centrais.
ℓ=2Rsen(nπ)Lado do polígono regular.
ap=Rcos(nπ)Apótema do polígono regular.
A=P⋅2apÁrea em função do perímetro P e do apótema.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
Todo polígono regular pode ser dividido em triângulos isósceles congruentes ligando o centro aos vértices. O ângulo no centro de cada triângulo mede n360∘.
O apótema é ao mesmo tempo altura de cada triângulo central e raio da circunferência inscrita. Essa decomposição explica a fórmula A=P⋅2ap para a área de qualquer polígono regular.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Centro do polígono regular
Ponto equidistante dos vértices e também dos lados.
Apótema
Segmento perpendicular do centro até um lado; equivale ao raio da circunferência inscrita.
Ângulo central
Ângulo formado por dois raios conduzidos a vértices consecutivos.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Ângulo central
Em um polígono regular de n lados, cada ângulo central mede n360∘.
Área pelo apótema
A área de um polígono regular é o semiproduto do perímetro pelo apótema.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Hexágono regular inscrito
Um hexágono regular está inscrito em uma circunferência de raio 5 cm. Determine lado, perímetro e área.
No hexágono regular inscrito, o lado é igual ao raio: l=5cm.
P=6⋅5=30cm.
O apótema é 523 cm.
A=P⋅2ap=30⋅2523=7523cm2.
2
NOVO EXEMPLO
Área do hexágono regular
Um hexágono regular possui lado de 6 cm. Determine o perímetro, o apótema e a área.
O número π expressa a razão constante entre o comprimento de qualquer circunferência e seu diâmetro.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Arco e ângulo central
◫
O arco destacado ocupa a mesma fração da circunferência que α ocupa de uma volta completa.
Comprimento e número π
Em toda circunferência, a razão dC é constante e igual a π. Como d=2r, o comprimento pode ser escrito em função do raio. π é irracional; em aproximações escolares usam-se frequentemente 3,14 ou valores fornecidos pelo problema.
C=2πr=πdComprimento da circunferência.
Comprimento de arco
O comprimento de um arco é proporcional ao ângulo central correspondente. Se o ângulo está em radianos, a relação torna-se particularmente simples.
ℓ=360∘α2πrArco de ângulo central α em graus.
ℓ=rθArco de ângulo θ em radianos.
Aplicações em movimento
Uma volta completa de uma roda percorre um comprimento igual ao de sua circunferência, se não houver deslizamento. Assim, distância, raio e número de voltas podem ser relacionados diretamente.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
A constante π expressa a razão invariável entre o comprimento de qualquer circunferência e seu diâmetro. Assim, ampliar o raio por um fator k amplia o comprimento pelo mesmo fator.
O comprimento de um arco é proporcional ao ângulo central correspondente. Em graus, compara-se α com 360∘; em radianos, a relação se simplifica para ℓ=rθ.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Número π
Razão constante entre o comprimento da circunferência e seu diâmetro, aproximadamente 3,14159.
Arco
Parte da circunferência limitada por dois pontos; pode ser menor, maior ou uma semicircunferência.
Radiano
Medida do ângulo central que subtende um arco de comprimento igual ao raio.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Comprimento da circunferência
Uma circunferência de raio r possui comprimento C=2πr.
Proporcionalidade dos arcos
Em uma mesma circunferência, comprimentos de arcos são proporcionais às medidas dos ângulos centrais.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Comprimento de um arco
Uma circunferência tem raio 12 cm. Calcule o comprimento do arco associado a um ângulo central de 150∘.
ℓ=(360150)⋅2π⋅12.
Simplificando 360150=125.
ℓ=(125)⋅24π=10π.
2
NOVO EXEMPLO
Comprimento de um arco
Uma circunferência tem raio de 12 cm. Determine o comprimento do arco associado a um ângulo central de 75∘.
Figuras equivalentes podem ter formatos diferentes, mas ocupam a mesma área.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Reorganização que preserva a área
◫
O triângulo recortado de uma extremidade do paralelogramo completa um retângulo de mesma base e altura.
Figuras equivalentes
Duas superfícies planas são equivalentes quando possuem a mesma área. Congruência implica equivalência, mas equivalência não implica congruência: uma figura pode ser recortada e rearranjada sem alterar a área total.
Transformações que preservam área
Paralelogramos de mesma base e mesma altura são equivalentes. Triângulos de mesma base e mesma altura também são equivalentes. Um paralelogramo pode ser convertido em retângulo por recorte e translação de uma região triangular.
Redução de polígonos
Um polígono pode ser decomposto em triângulos. Por construções com paralelas, esses triângulos podem ser substituídos por outros equivalentes e reunidos, reduzindo progressivamente o número de lados até obter uma figura de área conhecida.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
Figuras equivalentes possuem a mesma área, embora possam ter formatos e perímetros diferentes. Recortar e reorganizar uma figura sem sobreposição nem perda de partes preserva sua área.
Transformações por cisalhamento ajudam a entender fórmulas de área: um paralelogramo pode ser reorganizado como retângulo de mesma base e altura; um triângulo pode ser duplicado para formar um paralelogramo.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Figuras equivalentes
Figuras planas que possuem áreas iguais, independentemente de serem congruentes.
Equidecomposição
Divisão de duas figuras em pares de partes respectivamente congruentes.
Cisalhamento
Transformação que desloca pontos paralelamente e preserva base, altura e área de certas figuras.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Paralelogramos equivalentes
Paralelogramos de mesma base e mesma altura possuem áreas iguais.
Triângulos equivalentes
Triângulos de mesma base e mesma altura possuem áreas iguais.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Equivalência entre paralelogramo e retângulo
Um paralelogramo tem base 14 cm e altura 6 cm. Qual deve ser a altura de um retângulo equivalente cuja base também mede 14 cm?
A área do paralelogramo é 14⋅6=84cm2.
Para o retângulo equivalente, 14⋅h=84.
h=6cm.
2
NOVO EXEMPLO
Comparando figuras equivalentes
Um triângulo tem base de 18 cm e altura de 7 cm. Um retângulo tem base de 9 cm e altura de 7 cm. As figuras são equivalentes?
A área do triângulo é 18⋅27=63cm2.
A área do retângulo é 9⋅7=63cm2.
Como as áreas são iguais, as figuras são equivalentes.
Área quantifica a superfície de uma figura e permite comparar, decompor e calcular regiões simples ou compostas.
VISUALIZAÇÃO DA PROPRIEDADE
Decomposição de uma região
◫
Uma figura composta pode ser dividida em regiões conhecidas; sua área é a soma das áreas sem sobreposição.
Princípios de área
A área é não negativa, figuras congruentes têm áreas iguais e a área de uma união sem sobreposição interna é a soma das áreas das partes. A unidade de área é um quadrado de lado unitário, como 1 cm2.
Áreas de polígonos
As fórmulas de polígonos derivam de decomposições e equivalências. Regiões compostas podem ser calculadas somando partes ou subtraindo recortes.
Aret=bhRetângulo e paralelogramo.
Atri=2bhTriângulo.
Atrap=2(B+b)hTrapézio.
Alos=2DdLosango.
Expressões da área do triângulo
Além de base e altura, a área pode ser calculada por dois lados e o seno do ângulo compreendido, pela fórmula de Heron, pelo semiperímetro e raio inscrito ou pelos lados e raio circunscrito.
A=2bcsenADois lados e o ângulo entre eles.
A=p(p−a)(p−b)(p−c)Fórmula de Heron, com p semiperímetro.
A=p⋅rSemiperímetro p e raio inscrito r.
A=4RabcLados e raio circunscrito R.
Círculo, setores e razões de áreas
A área do círculo é πr2. Um setor circular ocupa a mesma fração da área do círculo que seu ângulo central ocupa de 360∘. A área de um segmento circular é a área do setor menos a do triângulo central. Uma coroa circular é a diferença entre dois círculos concêntricos.
Em figuras semelhantes, a razão entre áreas é o quadrado da razão de semelhança. Triângulos com a mesma altura têm áreas proporcionais às bases; triângulos com a mesma base têm áreas proporcionais às alturas.
Acıˊrculo=πr2Área do círculo.
Asetor=360∘απr2Área de setor circular.
Acoroa=π(R2−r2)Área de coroa circular.
APROFUNDAMENTO
Conexões importantes
As fórmulas de área não são regras isoladas: quase todas podem ser justificadas por decomposição, equivalência ou comparação com um retângulo. Entender a origem da fórmula torna mais fácil escolher a estratégia para figuras compostas.
Em problemas de área, altura significa sempre distância perpendicular. Um lado inclinado só funciona como altura quando forma 90∘ com a base escolhida. Em triângulos obtusângulos, a altura pode cair no prolongamento da base.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Unidade de área
Área de um quadrado cujo lado mede uma unidade; exemplos: cm2, m2 e km2.
Semiperímetro
Metade do perímetro; para um triângulo de lados a, b e c, p=2a+b+c.
Setor circular
Região do círculo limitada por dois raios e pelo arco compreendido entre eles.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Fórmula de Heron
A área de um triângulo de lados a, b, c e semiperímetro p é p(p−a)(p−b)(p−c).
Áreas de figuras semelhantes
A razão entre as áreas de duas figuras semelhantes é o quadrado da razão de semelhança.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Área pela fórmula de Heron
Um triângulo possui lados de 13 cm, 14 cm e 15 cm. Determine sua área.
O semiperímetro é p=213+14+15=21.
A=21(21−13)(21−14)(21−15).
A=21⋅8⋅7⋅6=7056=84.
2
NOVO EXEMPLO
Área após uma ampliação
Dois polígonos são semelhantes. A razão entre os lados do maior e do menor é 23, e a área do menor é 40 cm2. Determine a área do maior.
Medianas, bissetrizes e cevianas arbitrárias dividem triângulos em segmentos relacionados. Teoremas de Ceva, Menelaus e Stewart organizam concorrência, colinearidade e medidas.
Ceva e concorrência
No triângulo ABC, sejam D, E e F pontos dos lados BC, CA e AB. As cevianas AD, BE e CF são concorrentes quando o produto das três razões orientadas é 1.
O resultado reúne casos conhecidos: medianas, bissetrizes internas e alturas são famílias concorrentes porque suas razões satisfazem a condição de Ceva.
DCBD⋅EACE⋅FBAF=1Condição de Ceva para três cevianas concorrentes.
Menelaus e colinearidade
Uma reta transversal aos lados ou prolongamentos de um triângulo produz três razões. Com segmentos orientados, os três pontos de interseção são colineares quando o produto é −1.
Em medidas positivas, é comum registrar o módulo do produto como 1 e controlar separadamente quais pontos pertencem aos prolongamentos.
DCBD⋅EACE⋅FBAF=−1Teorema de Menelaus com segmentos orientados.
Stewart e comprimento de cevianas
O Teorema de Stewart relaciona uma ceviana ao lado que ela divide e aos outros dois lados do triângulo. Mediana, bissetriz e altura aparecem como casos particulares.
Se a ceviana d divide o lado a em m e n, com m+n=a, a relação pode ser lembrada pela igualdade entre uma soma ponderada de quadrados e o produto do lado pela soma d2+mn.
b2m+c2n=a(d2+mn)Teorema de Stewart para a=m+n.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Mediana pelo Teorema de Stewart
Um triângulo possui lados 7 cm, 9 cm e 12 cm. Determine a mediana relativa ao lado de 12 cm.
A potência de um ponto resume relações entre secantes e tangentes. Comparar potências em duas ou três circunferências produz eixos e centros radicais.
Potência de um ponto
Para uma circunferência de centro O e raio R, a potência de P é PO2−R2. Ela é positiva fora do círculo, zero sobre a circunferência e negativa em seu interior.
Se uma secante por P encontra a circunferência em A e B, o produto orientado PA·PB é constante. Para uma tangente PT, essa potência vale PT2.
PotΓ(P)=PO2−R2Potência em relação à circunferência Γ.
PA⋅PB=PC⋅PD=PT2Secantes e tangente partindo do mesmo ponto.
Eixo e centro radical
O eixo radical de duas circunferências não concêntricas é o lugar dos pontos de igual potência em relação a elas. Trata-se de uma reta perpendicular à linha dos centros.
Os três eixos radicais de três circunferências cujos centros não são colineares concorrem em um ponto chamado centro radical.
PotΓ1(P)=PotΓ2(P)Condição que define o eixo radical.
Circunferências ortogonais
Duas circunferências secantes são ortogonais quando suas tangentes em cada interseção são perpendiculares. Como os raios são perpendiculares às tangentes, o triângulo formado pelos centros e pelo ponto comum é retângulo.
d2=R2+r2Condição métrica para circunferências ortogonais de centros separados por d.
✓
EXEMPLO RESOLVIDO
Comprimento de uma tangente
O ponto P está a 13 cm do centro de uma circunferência de raio 5 cm. Calcule o comprimento de cada segmento tangente traçado de P.
Homotetia, centros de semelhança e divisão harmônica
Homotetias ampliam ou reduzem figuras a partir de um centro fixo. Razões orientadas e pares harmônicos aprofundam a geometria de secantes e tangentes.
Homotetia e fator de escala
Uma homotetia de centro O e razão k envia P a P′ na reta OP, satisfazendo OP′=∣k∣·OP. Se k>0,P e P′ ficam na mesma semirreta; se k<0, ficam em semirretas opostas.
A transformação preserva ângulos e paralelismo, multiplica comprimentos por ∣k∣ e áreas por k2. Retas que não passam pelo centro são enviadas a retas paralelas.
OP′=kOPDefinição vetorial da homotetia.
AA′=k2Escala de áreas sob homotetia.
Centros de semelhança de dois círculos
Tangentes comuns externas de dois círculos determinam um centro de homotetia externa; tangentes comuns internas determinam um centro de homotetia interna.
Esses centros pertencem à linha dos centros e transformam uma circunferência na outra com razão igual à razão entre os raios, positiva no caso externo e negativa no caso interno.
Divisão harmônica
Quatro pontos colineares A, B, C e D formam uma divisão harmônica quando as razões orientadas ACCB e ADDB são opostas. Escreve-se (A,B;C,D)=−1.
A configuração aparece em bissetrizes interna e externa de um triângulo e é preservada por projeções centrais, conectando a geometria métrica à projetiva.
(A,B;C,D)=AD/DBAC/CB=−1Razão cruzada de um par harmônico.
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EXEMPLO RESOLVIDO
Ampliação por homotetia
Um triângulo de área 18 cm2 sofre homotetia de razão −23. Qual é a área da imagem e o que o sinal indica?
A área é multiplicada por k2=(−23)2=49.
Calcule 18⋅49=281.
O sinal negativo coloca cada imagem na semirreta oposta em relação ao centro.
Quadriláteros inscritos e circunscritos apresentam identidades que conectam lados, diagonais, áreas e tangências.
Ptolomeu em quadriláteros cíclicos
Em um quadrilátero convexo inscrito, o produto das diagonais é igual à soma dos produtos dos pares de lados opostos. A recíproca também caracteriza a ciclicidade em configurações convexas.
O teorema produz identidades trigonométricas e permite calcular diagonais sem decompor o quadrilátero em vários triângulos.
AC⋅BD=AB⋅CD+BC⋅ADTeorema de Ptolomeu para ABCD cíclico.
Pitot e quadriláteros tangenciais
Se um quadrilátero convexo possui uma circunferência inscrita tangente aos quatro lados, as somas dos comprimentos de lados opostos são iguais.
A igualdade decorre dos segmentos tangentes de um mesmo vértice. Sua recíproca exige hipóteses de convexidade e positividade adequadas.
AB+CD=BC+ADRelação de Pitot em quadrilátero tangencial.
Euler para as diagonais
Em qualquer quadrilátero, a soma dos quadrados dos quatro lados é igual à soma dos quadrados das diagonais acrescida de quatro vezes o quadrado do segmento que une os pontos médios das diagonais.
Quando as diagonais têm o mesmo ponto médio, como em um paralelogramo, o último termo desaparece e obtemos a lei do paralelogramo.
AB2+BC2+CD2+DA2=AC2+BD2+4MN2Teorema de Euler; M e N são os pontos médios das diagonais.
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EXEMPLO RESOLVIDO
Diagonal por Ptolomeu
Um retângulo possui lados 6 cm e 8 cm. Use Ptolomeu para determinar sua diagonal.
Todo retângulo é cíclico e suas diagonais têm a mesma medida d.