APOSTILA · ESTRATÉGIAS, CONTAGEM E ORGANIZAÇÃO DE CASOS
Conteúdo teórico de Análise Combinatória
Uma trilha completa para contar possibilidades com segurança: experimentação organizada, árvores, princípios de contagem, permutações, arranjos, combinações, restrições, recorrências, probabilidade e binômio de Newton.
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n!
Como estudar esta apostila
Antes de escolher uma fórmula, responda: quais são as etapas, quantas opções há em cada etapa, a ordem importa, há repetição e existem restrições? Faça uma lista pequena ou uma árvore para testar o raciocínio e só então generalize.
01
CAPÍTULO 1
Do ensaio aleatório à contagem sistemática
Contar não significa apenas produzir um número: é construir um procedimento que alcance todos os casos possíveis sem omissões nem repetições.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
N=folhas∑1
Cada folha válida da árvore corresponde a um resultado.
Experimentos, listas e tabelas
Em situações pequenas, experimentar é uma ferramenta legítima. O avanço matemático ocorre quando os registros deixam de ser aleatórios e passam a seguir uma regra: ordem alfabética, escolha da primeira posição, tabela de dupla entrada ou código de símbolos.
Uma listagem é completa quando cada resultado possível aparece uma única vez. Para verificar isso, identifique uma característica que divida os resultados em grupos disjuntos e confira cada grupo separadamente.
Defina com precisão o que conta como resultado.
Escolha uma regra de geração dos casos.
Marque casos já usados para evitar duplicidade.
Justifique por que nenhum grupo ficou de fora.
Árvore de possibilidades
Uma árvore representa decisões sucessivas. Cada nível corresponde a uma etapa e cada ramo a uma escolha disponível naquele momento. Caminhos completos da raiz às folhas representam resultados.
A árvore é especialmente útil quando a quantidade de opções muda após uma escolha, como em códigos sem repetição ou caminhos que não permitem retornar imediatamente.
N=folhas∑1Cada folha válida da árvore corresponde a um resultado.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Espaço de possibilidades
Conjunto de todos os resultados admitidos pelas regras do problema.
Caso
Um resultado individual que satisfaz as condições estabelecidas.
Partição em casos
Divisão do conjunto de resultados em grupos disjuntos cuja união recupera todas as possibilidades.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Princípio da enumeração sistemática
Se um procedimento produz cada resultado válido exatamente uma vez, o número de passos finais do procedimento é o total procurado.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Trajes organizados
Uma pessoa dispõe de três camisetas, C1, C2 e C3, e duas calças, P1 e P2. Liste e conte os trajes.
Fixe C1 e combine com P1 e P2.
Repita o processo para C2 e C3.
Os pares são C1P1, C1P2, C2P1, C2P2, C3P1 e C3P2.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Sequências curtas sem repetição
Forme sequências de duas letras distintas usando A, B e C.
Escolha a primeira letra e abra um ramo para cada opção.
Em cada ramo, restam duas letras para a segunda posição.
Os dois princípios fundamentais condensam árvores e listas: somamos alternativas incompatíveis e multiplicamos escolhas feitas em etapas sucessivas.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
∣A∪B∣=∣A∣+∣B∣se A∩B=∅
Soma para casos mutuamente exclusivos.
N=n1n2⋯nk
Total para k etapas com nᵢ escolhas em cada etapa.
Princípio aditivo
Se uma tarefa pode ser realizada por um procedimento A ou por um procedimento B e nenhum resultado pertence aos dois grupos, o total é a soma das quantidades. A condição de exclusividade é indispensável.
Quando os grupos se sobrepõem, somar diretamente conta a interseção duas vezes; esse problema será corrigido posteriormente pelo princípio da inclusão-exclusão.
∣A∪B∣=∣A∣+∣B∣se A∩B=∅Soma para casos mutuamente exclusivos.
Princípio multiplicativo
Se uma construção tem etapas e cada escolha de uma etapa pode ser seguida pelas opções contadas na etapa seguinte, multiplicamos as quantidades ao longo do caminho.
Não é necessário que todas as etapas tenham o mesmo número de opções. Quando esse número depende do ramo anterior, calcule o produto em cada tipo de ramo e depois some os casos.
N=n1n2⋯nkTotal para k etapas com nᵢ escolhas em cada etapa.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Etapa
Decisão parcial necessária para construir um resultado completo.
Casos mutuamente exclusivos
Casos que não podem ocorrer simultaneamente.
Regra do produto
Multiplicação das quantidades de escolhas sucessivas compatíveis.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Princípio Fundamental da Contagem
Se uma tarefa se decompõe em k etapas e a etapa i admite ni escolhas para cada realização anterior, então há n1n2⋯nₖ resultados.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Identificador de acesso
Um identificador possui duas letras, escolhidas entre 26 com repetição, seguidas de três algarismos, escolhidos entre 10 com repetição. Quantos identificadores existem?
Há 26 escolhas para cada posição de letra.
Há 10 escolhas para cada posição numérica.
Multiplique 26·26·10·10·10.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Rotas alternativas
Uma cidade pode ser alcançada por 4 ônibus diretos ou por 3 voos diretos. Quantas opções diretas há?
Quando todos os objetos distintos são colocados em ordem, a diminuição sucessiva das escolhas produz o fatorial.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
n!=n(n−1)(n−2)⋯2⋅1
Fatorial de um inteiro não negativo.
n!=n(n−1)!
Relação recursiva do fatorial.
Pn=n!
Número de permutações de n elementos distintos.
Fatorial como produto decrescente
Para ordenar n objetos distintos, há n escolhas para a primeira posição, n−1 para a segunda e assim por diante até uma escolha final. O produto é n!.
Define-se 0!=1 para preservar identidades e representar corretamente a única ordenação do conjunto vazio: não escolher objeto algum.
n!=n(n−1)(n−2)⋯2⋅1Fatorial de um inteiro não negativo.
n!=n(n−1)!Relação recursiva do fatorial.
Permutação linear
Uma permutação simples usa todos os n elementos distintos e considera diferentes duas disposições que diferem em alguma posição.
Restrições devem ser tratadas antes do cálculo: objetos juntos podem formar um bloco; posições proibidas podem ser contadas pelo complementar; uma posição fixa reduz o problema às demais posições.
Pn=n!Número de permutações de n elementos distintos.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Fatorial
Produto dos inteiros positivos de 1 até n, com 0!=1.
Permutação
Ordenação de todos os elementos disponíveis.
Bloco
Grupo de objetos temporariamente tratado como uma única unidade para atender a uma restrição de proximidade.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Contagem das ordenações
Um conjunto de n elementos distintos possui n! ordenações lineares.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Fila com posição fixa
Seis pessoas formam uma fila e Lara deve ocupar a primeira posição. Quantas filas são possíveis?
Fixe Lara no início.
Restam cinco pessoas distintas para cinco posições.
Calcule 5!.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Livros que permanecem juntos
Cinco livros distintos serão alinhados, e dois volumes de uma coleção devem ficar juntos. Quantas ordens são possíveis?
Trate os dois volumes como um bloco: ficam quatro unidades para ordenar.
As quatro unidades podem ser ordenadas de 4! maneiras.
Dentro do bloco, os dois volumes podem trocar de posição: multiplique por 2!.
Quando objetos são indistinguíveis ou rotações representam a mesma configuração, é preciso remover contagens duplicadas.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
Pnα,β,…=α!β!⋯n!
Permutação com grupos de elementos repetidos.
Pncircular=(n−1)!
Permutações circulares quando apenas rotações são equivalentes.
Elementos repetidos
Se n objetos incluem grupos de α, β, … objetos iguais, a permutação simples os trata como se fossem distinguíveis e conta a mesma palavra várias vezes.
Dividimos por α!, β!, … porque as trocas internas de objetos iguais não produzem uma nova disposição observável.
Pnα,β,…=α!β!⋯n!Permutação com grupos de elementos repetidos.
Disposição circular
Em uma mesa redonda sem lugares numerados, girar todos os participantes não cria uma nova disposição. Fixar uma pessoa como referência elimina essa simetria de rotação.
Se reflexões também forem consideradas iguais, como em alguns colares, é necessário analisar ainda a simetria de espelhamento; a fórmula circular simples não basta automaticamente.
Pncircular=(n−1)!Permutações circulares quando apenas rotações são equivalentes.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Indistinguibilidade
Situação em que a troca de objetos iguais não altera o resultado.
Rotação equivalente
Disposição circular obtida apenas girando simultaneamente todos os elementos.
Simetria
Transformação que preserva a configuração considerada pelo problema.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Correção por simetria
Se cada configuração observável foi contada exatamente s vezes por um procedimento, dividir o total bruto por s produz a quantidade de configurações distintas.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Anagramas de BANANA
Quantos anagramas distintos podem ser formados com as letras de BANANA?
Há 6 letras no total.
A aparece 3 vezes e N aparece 2 vezes; B aparece uma vez.
Calcule 6!/(3!2!).
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Reunião em mesa redonda
Sete pessoas sentam-se ao redor de uma mesa sem lugares marcados. Quantas disposições existem?
Quando apenas parte dos elementos é escolhida e cada posição tem função própria, trocar a ordem muda o resultado.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
An,p=(n−p)!n!
Arranjo simples de n elementos tomados p a p.
ARn,p=np
Seleções ordenadas de comprimento p com repetição.
Arranjo simples
Um arranjo simples escolhe p elementos distintos entre n e os coloca em p posições ordenadas. Pelo princípio multiplicativo, as escolhas são n, n−1, …, n−p+1.
O mesmo modelo aparece em pódios, códigos sem repetição, cargos diferentes e sequências parciais.
An,p=(n−p)!n!Arranjo simples de n elementos tomados p a p.
Repetição permitida
Se cada uma das p posições pode receber qualquer um dos n símbolos e as repetições são permitidas, há n escolhas independentes em cada posição.
A diferença essencial é a reposição: sem reposição, as opções diminuem; com reposição, permanecem constantes.
ARn,p=npSeleções ordenadas de comprimento p com repetição.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Arranjo simples
Escolha ordenada de p elementos distintos retirados de n disponíveis.
Reposição
Permissão para que um elemento volte a ficar disponível após ser escolhido.
Posições distintas
Lugares com funções ou ordens diferentes, como primeiro, segundo e terceiro.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Relação entre arranjo e combinação
Escolher p elementos sem ordem e depois ordená-los fornece Aₙ,ₚ=Cₙ,ₚ·p!.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Pódio de uma final
Entre 9 atletas, quantos pódios de ouro, prata e bronze são possíveis?
As três posições são diferentes.
Escolha 9 para o ouro, 8 para a prata e 7 para o bronze.
Multiplique 9·8·7.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
PIN com repetição
Quantos códigos de quatro algarismos podem ser formados com 0 a 9, admitindo zero inicial e repetição?
Cada posição admite 10 algarismos.
As escolhas são independentes porque há repetição.
Problemas avançados diferem menos pelas fórmulas e mais pela forma de traduzir restrições antes de contar.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
N(vaˊlidos)=N(universo)−N(proibidos)
Estratégia do complementar.
m+1 lacunas□X□X⋯X□
m objetos ordenados criam m+1 lacunas.
Contagem pelo complementar
Expressões como pelo menos um, não todos e algum elemento especial frequentemente tornam o complementar mais simples. Conta-se o universo e subtraem-se os resultados proibidos.
O universo deve obedecer a todas as regras gerais do problema; o complementar altera apenas a condição que se quer impor.
N(vaˊlidos)=N(universo)−N(proibidos)Estratégia do complementar.
Método das lacunas
Para impedir que certos objetos fiquem juntos, ordene primeiro os objetos de outro tipo. Eles criam lacunas antes, entre e depois das posições ocupadas.
Escolher lacunas distintas impede adjacência. Se vários objetos puderem compartilhar uma lacuna, é preciso examinar a ordem interna e a possibilidade de repetição.
Quando os casos não são mutuamente exclusivos, o princípio da inclusão-exclusão corrige as interseções contadas mais de uma vez.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
∣A∪B∣=∣A∣+∣B∣−∣A∩B∣
Inclusão-exclusão para dois conjuntos.
∣A∪B∪C∣=∑∣A∣−∑∣A∩B∣+∣A∩B∩C∣
Forma compacta para três conjuntos.
Dois e três conjuntos
Ao somar ∣A∣ e ∣B∣, cada elemento da interseção aparece duas vezes. Subtrair ∣A∩B∣ restaura uma única contagem.
Com três conjuntos, subtraímos as interseções duas a duas e depois devolvemos a interseção tripla, que foi removida em excesso.
∣A∪B∣=∣A∣+∣B∣−∣A∩B∣Inclusão-exclusão para dois conjuntos.
∣A∪B∪C∣=∑∣A∣−∑∣A∩B∣+∣A∩B∩C∣Forma compacta para três conjuntos.
Divisibilidade e propriedades
A técnica é útil para contar inteiros divisíveis por vários números, estudantes que participam de atividades e objetos que possuem ao menos uma propriedade.
Sempre identifique claramente o universo e calcule interseções usando as condições simultâneas, como o mínimo múltiplo comum em problemas de divisibilidade.
Some os grupos individuais.
Subtraia as interseções de dois grupos.
Adicione interseções de três grupos.
Continue alternando os sinais se houver mais conjuntos.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Interseção
Conjunto de resultados que satisfazem simultaneamente duas ou mais propriedades.
União
Conjunto de resultados que satisfazem ao menos uma das propriedades.
Sobrecontagem
Contagem de um mesmo resultado mais de uma vez.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Princípio da inclusão-exclusão
A cardinalidade de uma união é obtida alternando somas de conjuntos individuais e subtrações de suas interseções.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Clubes escolares
Em uma turma, 18 alunos participam do clube de xadrez, 14 do clube de ciências e 6 de ambos. Quantos participam de ao menos um?
Some 18+14.
Os 6 participantes de ambos foram contados duas vezes.
Subtraia a interseção.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Múltiplos em um intervalo
Quantos inteiros de 1 a 100 são divisíveis por 4 ou por 6?
Há ⌊4100⌋=25 múltiplos de 4.
Há ⌊6100⌋=16 múltiplos de 6.
A interseção reúne os múltiplos de mmc(4,6)=12: são 8. Calcule 25+16−8.
Os coeficientes binomiais registram quantas maneiras existem de escolher, em uma expansão, os fatores que fornecem determinada potência.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
(a+b)n=k=0∑n(kn)an−kbk
Binômio de Newton.
Tk+1=(kn)an−kbk
Termo de ordem k+1.
k=0∑n(kn)=2n
Soma dos coeficientes da linha n.
Termo geral da expansão
Ao expandir (a+b)ⁿ, para produzir aⁿ⁻ᵏbᵏ escolhemos k dos n fatores para contribuir com b. Há C(n,k) maneiras de fazer essa escolha.
O termo geral permite localizar coeficientes e termos independentes sem escrever toda a expansão.
(a+b)n=k=0∑n(kn)an−kbkBinômio de Newton.
Tk+1=(kn)an−kbkTermo de ordem k+1.
Triângulo de Pascal e identidades
Cada linha do triângulo de Pascal reúne os coeficientes de uma potência do binômio. As bordas valem 1 e cada termo interno é a soma dos dois imediatamente acima.
A soma de uma linha é 2ⁿ porque, ao tomar a=b=1no binômio, obtemos (1+1)ⁿ.
k=0∑n(kn)=2nSoma dos coeficientes da linha n.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Expansão binomial
Escrita de (a+b)ⁿ como soma de monômios.
Termo independente
Termo em que a variável aparece com expoente zero.
Linha de Pascal
Sequência C(n,0), C(n,1), …, C(n,n).
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Binômio de Newton
Para n inteiro não negativo, (a+b)ⁿ é a soma de C(n,k)aⁿ⁻ᵏbᵏ para k de 0 a n.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Coeficiente específico
Determine o coeficiente de x3 em (2+x)5.
Para obter x3, escolha k=3.
O termo é C(5,3)·22·x3.
Calcule 10·4.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Termo independente
Encontre o termo independente de (x²+x2)⁶.
O termo geral contém (x2)6⁻ᵏ(x2)ᵏ, com potência x12−3k.
Modelos de distribuição e recorrência mostram que uma mesma contagem pode ser resolvida por representações diferentes e comparada por identidades.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
CRn,p=(pn+p−1)
Combinações de n tipos tomados p vezes com repetição.
x1+⋯+xn=p,xi≥0⇒(n−1p+n−1)
Soluções inteiras não negativas.
N>kn⇒alguma caixa conteˊm ao menos k+1 objetos
Forma generalizada do princípio das gavetas.
Combinações com repetição
Distribuir p objetos idênticos entre n categorias equivale a escrever p estrelas separadas por n−1 barras. Cada arranjo das estrelas e barras determina uma solução inteira não negativa.
Se cada categoria deve receber ao menos uma unidade, entregue primeiro uma unidade a cada categoria e distribua apenas o restante.
CRn,p=(pn+p−1)Combinações de n tipos tomados p vezes com repetição.
x1+⋯+xn=p,xi≥0⇒(n−1p+n−1)Soluções inteiras não negativas.
Casa dos pombos e recorrências
Se mais de n objetos são distribuídos entre n caixas, ao menos uma caixa recebe dois ou mais objetos. Essa observação simples prova garantias sem enumerar todas as configurações.
Uma recorrência relaciona a contagem atual a casos menores. Separar pelo primeiro passo, pelo último símbolo ou pela presença de um elemento especial frequentemente produz uma relação recursiva.
N>kn⇒alguma caixa conteˊm ao menos k+1 objetosForma generalizada do princípio das gavetas.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Estrelas e barras
Representação de distribuições de objetos idênticos entre categorias distintas.
Princípio das gavetas
Garantia de colisão quando há mais objetos do que lugares disponíveis.
Recorrência
Relação que expressa uma contagem por valores de instâncias menores.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Princípio de Dirichlet
Ao distribuir N objetos entre n caixas, alguma caixa recebe pelo menos ⌈nN⌉ objetos.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Distribuição de fichas
De quantas maneiras 8 fichas idênticas podem ser distribuídas entre 3 caixas distintas, permitindo caixas vazias?
Modele x1+x2+x3=8 com xi≥0.
Use estrelas e barras: são 8 estrelas e 2 barras.
Escolha as posições das barras entre 10 símbolos.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Aniversários e garantia
Qual é o menor número de pessoas que garante que três nasceram no mesmo mês?
Há 12 meses, usados como caixas.
Com 24 pessoas, seria possível ter exatamente 2 em cada mês.
A pessoa seguinte força algum mês a ter pelo menos 3.
Rotas em malhas, decisões condicionadas e padrões que dependem de etapas anteriores podem ser contados por combinações ou por relações recorrentes.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
N=(sd+s)=(dd+s)
Quantidade de caminhos mínimos sem bloqueios.
an=an−1+an−2
Recorrência típica de escolhas sem adjacência.
Caminhos mínimos em uma malha
Em uma malha retangular, um caminho mínimo que usa apenas movimentos para a direita e para cima é determinado pelas posições ocupadas por um dos tipos de movimento.
Se são necessários d movimentos à direita e s para cima, todo caminho tem d+s passos; escolher as posições dos s passos verticais determina o percurso completo.
N=(sd+s)=(dd+s)Quantidade de caminhos mínimos sem bloqueios.
Recorrências e estados
Quando a escolha atual depende da anterior, separe os resultados pelo último passo ou por um pequeno conjunto de estados. A soma das contagens desses estados produz uma recorrência.
Para sequências binárias sem dois algarismos 1 consecutivos, uma sequência válida termina em 0 após qualquer sequência válida menor ou termina em 01 após uma sequência válida dois lugares menor.
an=an−1+an−2Recorrência típica de escolhas sem adjacência.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Caminho mínimo
Percurso que usa a menor quantidade possível de passos permitidos.
Estado
Informação mínima sobre a etapa atual necessária para decidir os próximos passos.
Condição inicial
Valores de partida que tornam uma recorrência capaz de gerar toda a sequência.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Contagem de caminhos retangulares
Uma malha que exige d passos horizontais e s verticais possui C(d+s,s) caminhos mínimos quando não há bloqueios.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Entrega em uma malha urbana
Um entregador precisa avançar 5 quarteirões para leste e 3 para norte, sem recuar. Quantas rotas mínimas existem?
Toda rota mínima possui 8 movimentos.
Escolha as 3 posições dos movimentos para o norte.
Calcule C(8,3).
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Agenda sem plantões consecutivos
Em quantas sequências de 5 dias uma pessoa pode marcar ou não um plantão, sem marcar dois dias consecutivos?
Separe sequências que terminam sem plantão das que terminam com plantão.
Quando os resultados são equiprováveis, técnicas combinatórias calculam probabilidades pela razão entre casos favoráveis e casos possíveis.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
P(A)=n(Ω)n(A)
Probabilidade clássica em um espaço equiprovável.
P(Ac)=1−P(A)
Probabilidade pelo evento complementar.
P(X=k)=(pn)(kr)(p−kn−r)
Escolha de p objetos com exatamente k de um grupo de r.
Espaço amostral equiprovável
O primeiro passo é definir com precisão o resultado elementar. Em sorteios sem ordem, combinações evitam contar várias vezes o mesmo grupo; em sequências de retiradas, arranjos ou o princípio multiplicativo podem ser mais naturais.
A probabilidade clássica é uma razão de contagens e só pode ser aplicada diretamente quando os resultados elementares escolhidos possuem a mesma chance.
P(A)=n(Ω)n(A)Probabilidade clássica em um espaço equiprovável.
Eventos com restrições
Conte o universo e o evento com o mesmo tipo de objeto. Se o universo usa comissões, o evento também deve usar comissões; misturar ordens e grupos produz razões incorretas.
Complementar, inclusão-exclusão e divisão em casos continuam válidos dentro do numerador e ajudam em expressões como ao menos um, nenhum ou exatamente k.
P(Ac)=1−P(A)Probabilidade pelo evento complementar.
P(X=k)=(pn)(kr)(p−kn−r)Escolha de p objetos com exatamente k de um grupo de r.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Espaço amostral
Conjunto de todos os resultados elementares do experimento.
Evento
Subconjunto de resultados que satisfazem uma condição.
Equiprobabilidade
Condição em que todos os resultados elementares têm a mesma chance.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Probabilidade combinatória
Em um espaço finito equiprovável, a probabilidade de um evento é a razão entre suas contagens favorável e total.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Equipe sorteada
Uma equipe de 3 pessoas será sorteada entre 5 estudantes de um turno e 4 de outro. Qual é a probabilidade de sair exatamente 2 do primeiro turno?
Conte todas as equipes: C(9,3).
Conte as favoráveis: C(5,2)C(4,1).
Divida 40 por 84 e simplifique.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Código com ao menos um zero
Um código de 4 algarismos é escolhido uniformemente entre 0000 e 9999. Qual é a probabilidade de conter ao menos um zero?