Uma trilha completa que conecta álgebra e geometria por coordenadas, vetores, produtos, retas, planos, ângulos, distâncias, circunferências e seções cônicas.
13capítulos
26tópicos
26exemplos
13resultados
(x,y,z)
Como estudar esta apostila
Faça um esboço, destaque um ponto conhecido e identifique vetores diretores ou normais antes de escolher a equação. Ao final, confira se os pontos satisfazem a expressão e se a resposta é compatível com a figura.
01
CAPÍTULO 1
Coordenadas, pontos e vetores
Coordenadas transformam posições em números. Vetores acrescentam direção, sentido e intensidade, permitindo descrever deslocamentos no plano e no espaço.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
M=(2xA+xB,2yA+yB,2zA+zB)
Ponto médio de AB no espaço.
d(A,B)=(xB−xA)2+(yB−yA)2+(zB−zA)2
Distância entre dois pontos.
AB=B−A=(xB−xA,yB−yA,zB−zA)
Vetor definido por dois pontos.
Pontos, segmentos e coordenadas
No plano, P(x,y) registra as distâncias orientadas aos eixos. No espaço, P(x,y,z) inclui uma terceira direção perpendicular às duas primeiras.
O ponto médio é obtido pela média das coordenadas dos extremos. A distância entre dois pontos decorre do Teorema de Pitágoras aplicado às diferenças de coordenadas.
M=(2xA+xB,2yA+yB,2zA+zB)Ponto médio de AB no espaço.
d(A,B)=(xB−xA)2+(yB−yA)2+(zB−zA)2Distância entre dois pontos.
Vetores e operações
O vetor de A para B é obtido subtraindo as coordenadas do ponto inicial das coordenadas do ponto final. Vetores iguais possuem as mesmas componentes, ainda que sejam representados em posições diferentes.
Adição combina deslocamentos; multiplicação por escalar altera o comprimento e, se o escalar for negativo, também inverte o sentido. O módulo mede o comprimento do vetor.
AB=B−A=(xB−xA,yB−yA,zB−zA)Vetor definido por dois pontos.
∥v∥=v12+v22+v32Módulo de um vetor.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Vetor
Objeto caracterizado por direção, sentido e módulo, representado por suas componentes.
Vetor unitário
Vetor de módulo 1, usado para registrar apenas uma direção orientada.
Vetores paralelos
Vetores u e v para os quais existe um escalar λ com u=λv.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Representação única em uma base cartesiana
Fixados os eixos ortogonais, cada vetor do plano ou do espaço possui uma única lista de componentes.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Deslocamento e módulo
Dados A(−2,1,3) e B(4,−1,6), determine →AB e seu comprimento.
Produtos entre vetores extraem informações geométricas: ângulos e projeções pelo produto escalar, perpendicularidade orientada pelo vetorial e volume pelo produto misto.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
u⋅v=u1v1+u2v2+u3v3=∥u∥∥v∥cosθ
Produto escalar algébrico e geométrico.
projvu=∥v∥2u⋅vv
Projeção vetorial de u sobre v.
Aparalelogramo=∥u×v∥
Área pelo produto vetorial.
Produto escalar, ângulo e projeção
O produto escalar soma os produtos das componentes correspondentes. Geometricamente, ele relaciona os módulos dos vetores ao cosseno do ângulo entre eles.
Vetores não nulos são ortogonais quando o produto escalar é zero. A projeção de u sobre v mede a parte de u na direção de v.
u⋅v=u1v1+u2v2+u3v3=∥u∥∥v∥cosθProduto escalar algébrico e geométrico.
projvu=∥v∥2u⋅vvProjeção vetorial de u sobre v.
Produto vetorial, áreas e volumes
No espaço, u×v é perpendicular a u e v. Seu módulo é a área do paralelogramo construído sobre os dois vetores; metade desse valor é a área do triângulo correspondente.
O produto misto u·(v×w) fornece o volume orientado do paralelepípedo. Seu módulo dividido por 6 fornece o volume de um tetraedro determinado por três arestas de mesma origem.
Aparalelogramo=∥u×v∥Área pelo produto vetorial.
V=∣u⋅(v×w)∣Volume do paralelepípedo.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Produto escalar
Número real que combina dois vetores e registra sua relação angular.
Produto vetorial
Vetor perpendicular a dois vetores do espaço, com orientação dada pela regra da mão direita.
Produto misto
Escalar u·(v×w), relacionado ao volume e à coplanaridade.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Critérios de perpendicularidade e coplanaridade
u⋅v=0 caracteriza ortogonalidade de vetores não nulos; u⋅(v×w)=0 caracteriza coplanaridade dos três vetores.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Ângulo entre vetores
Determine o ângulo entre u=(1,2,2) e v=(2,1,−2).
Calcule u⋅v=2+2−4=0.
Como os vetores são não nulos e o produto escalar é zero, eles são ortogonais.
O ângulo entre vetores ortogonais mede 90∘.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Área por produto vetorial
Qual é a área do triângulo gerado por u=(2,0,0) e v=(0,3,0)?
Os vetores são perpendiculares e seus módulos são 2 e 3.
Uma reta fica determinada por um ponto e uma direção. Diferentes formas de equação destacam informações distintas e podem ser convertidas entre si.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
r:P=A+tv,t∈R
Equação vetorial da reta.
x=x0+at,y=y0+bt,z=z0+ct
Equações paramétricas.
y−y0=m(x−x0)
Forma ponto-inclinação no plano.
Formas vetorial e paramétrica
Se A é um ponto da reta e v é um vetor diretor não nulo, todo ponto P da reta satisfaz P=A+tv. Variar o parâmetro real t percorre a reta nos dois sentidos.
No plano ou no espaço, separar as componentes produz equações paramétricas. Dois pontos distintos fornecem o vetor diretor B−A.
r:P=A+tv,t∈REquação vetorial da reta.
x=x0+at,y=y0+bt,z=z0+ctEquações paramétricas.
Formas geral, reduzida e simétrica
No plano, ax+by+c=0usa o vetor normal n=(a,b). Quando b=0, a forma reduzida y=mx+q evidencia a inclinação m=−ba.
Quando as componentes do vetor diretor são não nulas, eliminar o parâmetro produz a forma simétrica. Retas verticais exigem tratamento separado e não possuem coeficiente angular finito.
y−y0=m(x−x0)Forma ponto-inclinação no plano.
ax−x0=by−y0=cz−z0Forma simétrica no espaço.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Vetor diretor
Vetor não nulo paralelo à reta.
Coeficiente angular
Taxa m de variação vertical por variação horizontal em uma reta não vertical.
Parâmetro
Variável auxiliar cujo conjunto de valores gera todos os pontos da reta.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Determinação de uma reta
Um ponto e um vetor diretor não nulo determinam uma única reta; dois pontos distintos também determinam uma única reta.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Reta por dois pontos
Escreva equações paramétricas da reta por A(1,−2,3) e B(4,0,−1).
Calcule v=B−A=(3,2,−4).
Use P=A+tv.
Separe as três componentes.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Forma reduzida
Determine a reta do plano que passa por (2,5) e (−1,−1).
Vetores diretores e normais permitem decidir paralelismo, perpendicularidade, interseção e ângulos sem depender apenas de um desenho.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
r∥s⟺vr×vs=0
Paralelismo de retas no espaço.
r∥π⟺vr⋅nπ=0
Paralelismo entre reta e plano.
cosθ=∥u∥∥v∥∣u⋅v∣
Ângulo agudo entre direções.
Retas, planos e interseções
Retas têm direções paralelas quando seus vetores diretores são proporcionais. Se não são paralelas, podem ser concorrentes ou reversas no espaço; a existência de um ponto comum decide entre esses casos.
Planos paralelos têm vetores normais proporcionais. Uma reta é paralela a um plano quando seu vetor diretor é ortogonal ao normal do plano.
r∥s⟺vr×vs=0Paralelismo de retas no espaço.
r∥π⟺vr⋅nπ=0Paralelismo entre reta e plano.
Cálculo de ângulos
O ângulo agudo entre retas é calculado pelos vetores diretores. Entre planos, usa-se o ângulo entre os normais.
O ângulo α entre uma reta e um plano é complementar ao ângulo entre o diretor da reta e o normal do plano, o que produz uma fórmula com seno.
cosθ=∥u∥∥v∥∣u⋅v∣Ângulo agudo entre direções.
sinα=∥v∥∥n∥∣v⋅n∣Ângulo entre reta e plano.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Retas reversas
Retas espaciais que não são paralelas e não possuem ponto comum.
Planos secantes
Planos distintos cuja interseção é uma reta.
Ângulo entre objetos
Menor ângulo não negativo entre suas direções ou normais apropriados.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Interseção de dois planos
Dois planos distintos e não paralelos intersectam-se em uma reta cuja direção é paralela ao produto vetorial de seus normais.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Planos perpendiculares
Classifique os planos 2x−y+z=0 e x+3y+z=4 quanto ao ângulo.
Distância é o comprimento do menor segmento que liga os objetos. Vetores, projeções e produtos transformam essa ideia geométrica em fórmulas calculáveis.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
d(P,r)=a2+b2∣ax0+by0+c∣
Distância de ponto a reta no plano.
d(P,π)=a2+b2+c2∣ax0+by0+cz0+d∣
Distância de ponto a plano.
d(r,s)=∥u×v∥∣(B−A)⋅(u×v)∣
Distância entre retas reversas de diretores u e v.
Ponto-reta e ponto-plano
No plano, a distância de P(x0,y0) à reta ax+by+c=0 mede o valor absoluto da equação normalizado pelo comprimento do vetor normal.
No espaço, a mesma ideia vale para o plano ax+by+cz+d=0. O numerador mede a componente orientada de um deslocamento na direção normal.
d(P,r)=a2+b2∣ax0+by0+c∣Distância de ponto a reta no plano.
d(P,π)=a2+b2+c2∣ax0+by0+cz0+d∣Distância de ponto a plano.
Retas e planos paralelos
Para objetos paralelos, escolha um ponto de um deles e calcule sua distância ao outro. A distância é constante para qualquer ponto escolhido no mesmo objeto.
Entre retas reversas, a direção perpendicular comum é paralela ao produto vetorial dos diretores. O produto misto fornece a componente da separação nessa direção.
Identifique se os objetos se intersectam: nesse caso, a distância é zero.
Verifique paralelismo antes de aplicar fórmulas específicas.
O valor final de uma distância nunca pode ser negativo.
d(r,s)=∥u×v∥∣(B−A)⋅(u×v)∣Distância entre retas reversas de diretores u e v.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Pé da perpendicular
Ponto em que o menor segmento encontra o objeto de destino.
Distância orientada
Valor com sinal antes da aplicação do módulo em uma fórmula normalizada.
Perpendicular comum
Reta perpendicular a duas retas reversas e que determina sua menor separação.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Princípio da projeção ortogonal
A menor distância de um ponto a uma reta ou plano é medida ao longo de uma direção perpendicular.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Distância de ponto a reta
Calcule a distância de P(4,1) à reta 3x−4y−2=0.
Substitua P no numerador: ∣3⋅4−4⋅1−2∣=6.
Calcule a norma do normal: √(32+(−4)2)=5.
Divida 6 por 5.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Distância entre planos
Calcule a distância entre 2x−y+2z=3 e 2x−y+2z=12.
Os planos têm o mesmo normal, portanto são paralelos.
Uma equação pode descrever todos os pontos que obedecem a uma mesma condição de distância. A circunferência é o exemplo fundamental dessa tradução.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
(x−a)2+(y−b)2=r2
Equação reduzida da circunferência.
x2+y2+Dx+Ey+F=0
Forma geral, quando representa uma circunferência.
d(C1,C2)=r1+r2
Tangência externa.
Equações reduzida e geral
A circunferência de centro C(a,b) e raio r reúne pontos P cuja distância a C é r. Elevar a fórmula da distância ao quadrado produz a equação reduzida.
Expandir os quadrados produz a forma geral. O caminho inverso usa completamento de quadrados e exige que o raio obtido seja real e positivo.
(x−a)2+(y−b)2=r2Equação reduzida da circunferência.
x2+y2+Dx+Ey+F=0Forma geral, quando representa uma circunferência.
Posições relativas e tangência
Compare a distância d entre centros com a soma e a diferença dos raios para classificar duas circunferências. Para ponto e circunferência, compare a distância ao centro com o raio.
A tangente em um ponto T é perpendicular ao raio CT. Assim, o vetor T−C funciona como normal da reta tangente.
d(C1,C2)=r1+r2Tangência externa.
d(C1,C2)=∣r1−r2∣Tangência interna.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Lugar geométrico
Conjunto de pontos que satisfaz uma condição geométrica comum.
Circunferência
Lugar dos pontos do plano a distância fixa r de um centro C.
Reta tangente
Reta que toca a circunferência em um único ponto e é perpendicular ao raio nesse ponto.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Caracterização métrica
P pertence à circunferência de centro C e raio r se, e somente se, d(P,C)=r.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Completar quadrados
Determine centro e raio de x2+y2−6x+4y−12=0.
Agrupe x2−6x e y2+4y.
Complete quadrados: (x−3)2−9+(y+2)2−4=12.
Transfira as constantes.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Tangente por um ponto
Encontre a tangente a x2+y2=25no ponto T(3,4).
O centro é O(0,0), então OT=(3,4) é normal à tangente.
A parábola reúne os pontos equidistantes de um foco e de uma reta diretriz. Sua propriedade refletora aparece em antenas, faróis e trajetórias modeladas por funções quadráticas.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
(y−k)2=4p(x−h)
Parábola horizontal de vértice (h,k).
(x−h)2=4p(y−k)
Parábola vertical de vértice (h,k).
F=(h+p,k),d:x=h−p
Foco e diretriz da parábola horizontal.
Definição e equações canônicas
O eixo da parábola passa pelo foco e é perpendicular à diretriz. O vértice fica no ponto médio entre o foco e o ponto correspondente da diretriz sobre o eixo.
O sinal de p determina o sentido da abertura. Translações do vértice substituem x e y por x−h e y−k.
(y−k)2=4p(x−h)Parábola horizontal de vértice (h,k).
(x−h)2=4p(y−k)Parábola vertical de vértice (h,k).
Elementos e leitura da equação
Em (y−k)2=4p(x−h), o foco é (h+p,k) e a diretriz é x=h−p. Na versão vertical, foco e diretriz deslocam-se ao longo do eixo y.
A distância ∣p∣ controla o grau de abertura: quanto maior ∣p∣, mais larga é a parábola na mesma distância do vértice.
F=(h+p,k),d:x=h−pFoco e diretriz da parábola horizontal.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Foco
Ponto fixo usado na definição métrica da parábola.
Diretriz
Reta fixa da qual cada ponto da parábola tem a mesma distância que do foco.
Parâmetro p
Distância orientada do vértice ao foco.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Propriedade refletora
Uma reta paralela ao eixo da parábola reflete-se na tangente em direção ao foco, e reciprocamente.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Equação a partir do foco
Determine a parábola de vértice na origem e foco F(0,3).
O eixo é vertical e p=3.
Use x2=4py.
Substitua 4p=12.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Leitura dos elementos
Encontre vértice, foco e diretriz de (y−2)2=−8(x+1).
Elipses e hipérboles nascem de condições envolvendo a soma ou a diferença de distâncias a dois focos. Suas equações revelam eixos, vértices, focos e assíntotas.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
a2(x−h)2+b2(y−k)2=1
Elipse com eixo maior horizontal quando a>b.
c2=a2−b2,e=ac
Distância focal e excentricidade da elipse.
a2(x−h)2−b2(y−k)2=1
Hipérbole horizontal.
Elipse e excentricidade
Na elipse, a soma das distâncias de qualquer ponto aos focos é constante e igual a 2a. O maior denominador da equação identifica o eixo maior.
A relação c2=a2−b2 fornece a distância focal. A excentricidade e=ac fica entre 0 e 1; valores próximos de zero indicam figura mais circular.
a2(x−h)2+b2(y−k)2=1Elipse com eixo maior horizontal quando a>b.
c2=a2−b2,e=acDistância focal e excentricidade da elipse.
Hipérbole, assíntotas e quádricas
Na hipérbole, o módulo da diferença das distâncias aos focos é 2a. O termo positivo da equação identifica o eixo transversal e o sentido de abertura.
As assíntotas orientam os ramos. No espaço, equações quadráticas em x, y e z produzem superfícies como elipsoides, hiperboloides e paraboloides; cortes planos ajudam a reconhecê-las.
a2(x−h)2−b2(y−k)2=1Hipérbole horizontal.
y−k=±ab(x−h)Assíntotas da hipérbole horizontal.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Focos
Dois pontos fixos que participam da definição métrica da elipse e da hipérbole.
Excentricidade
Razão que mede o afastamento de uma cônica em relação ao comportamento circular.
Assíntota
Reta da qual o ramo de uma curva se aproxima indefinidamente.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Classificação pelo sinal
Na forma canônica, a soma de dois termos quadráticos positivos igual a 1 descreve elipse; a diferença de termos quadráticos igual a 1 descreve hipérbole.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Elementos da elipse
Determine focos e excentricidade de 25x2+9y2=1.
O maior denominador é 25, então a=5 e o eixo maior é horizontal.
Elipse, parábola e hipérbole podem ser reunidas em uma única definição: a razão entre a distância de um ponto ao foco e sua distância a uma diretriz é constante.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
d(P,d)PF=e
Definição unificada de uma cônica por foco e diretriz.
0<e<1⇒elipse,e=1⇒paraˊbola,e>1⇒hipeˊrbole
Classificação pela excentricidade.
x=h±ea
Diretrizes de elipse ou hipérbole horizontal de centro (h,k).
Definição foco-diretriz
Fixados um foco F, uma reta diretriz d e um número positivo e, a cônica é o lugar dos pontos P que satisfazem PF=e⋅d(P,d). O valor e é a excentricidade.
Quando 0<e<1, a curva é uma elipse; quando e=1, é uma parábola; quando e>1, é uma hipérbole. Essa classificação mostra que as três curvas pertencem à mesma família geométrica.
d(P,d)PF=eDefinição unificada de uma cônica por foco e diretriz.
0<e<1⇒elipse,e=1⇒paraˊbola,e>1⇒hipeˊrboleClassificação pela excentricidade.
Diretrizes e corda focal
Nas cônicas centrais de eixo horizontal, as diretrizes são retas verticais simétricas em relação ao centro. Na elipse e na hipérbole, a distância do centro a cada diretriz é ea.
A corda focal perpendicular ao eixo principal é chamada latus rectum. Seu semicomprimento é b2/a na elipse e na hipérbole, e 2∣p∣ na parábola escrita como y2=4px.
x=h±eaDiretrizes de elipse ou hipérbole horizontal de centro (h,k).
Lelipse/hipeˊrbole=a2b2,Lparaˊbola=4∣p∣Comprimento da corda focal perpendicular ao eixo.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Diretriz
Reta fixa usada, junto com um foco, para definir uma cônica por uma razão de distâncias.
Excentricidade
Constante positiva e=dPF(P,d) que classifica e mede a abertura da cônica.
Latus rectum
Corda da cônica que passa por um foco e é perpendicular ao eixo focal.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Classificação foco-diretriz
Uma cônica não degenerada definida por PF=e⋅d(P,d) é elipse, parábola ou hipérbole conforme e seja menor, igual ou maior que 1.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Diretrizes de uma elipse
Determine as diretrizes de 25x2+9y2=1.
Temos a=5 e c=25−9=4.
A excentricidade é e=ac=54.
As diretrizes são x=±ea=±545.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Cônica pela excentricidade
Uma cônica satisfaz PF=(23)d(P,d). Como ela é classificada?
Identifique e=23.
Compare e com 1.
Como e>1, a distância ao foco varia mais rapidamente que a distância à diretriz.
A tangente registra a direção instantânea de uma cônica; a normal é perpendicular a ela. Equações de contato conectam pontos da curva, secantes limite e propriedades refletoras.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
a2xx0+b2yy0=1
Tangente à elipse x²/a²+y²/b²=1 em (x₀,y₀).
a2xx0−b2yy0=1
Tangente à hipérbole x²/a²−y²/b²=1 em (x₀,y₀).
yy0=2p(x+x0)
Tangente à parábola y²=4px em (x₀,y₀).
Equações de tangente
Em uma cônica central na forma canônica, a equação da tangente em um ponto conhecido é obtida substituindo um fator de cada termo quadrático pelas coordenadas do ponto de contato.
A condição de tangência também pode ser reconhecida substituindo a equação da reta na cônica: a equação resultante possui uma raiz dupla, portanto seu discriminante é zero.
a2xx0+b2yy0=1Tangente à elipse x²/a²+y²/b²=1 em (x₀,y₀).
a2xx0−b2yy0=1Tangente à hipérbole x²/a²−y²/b²=1 em (x₀,y₀).
yy0=2p(x+x0)Tangente à parábola y²=4px em (x₀,y₀).
Normal, polar e reflexão
O gradiente da equação implícita F(x,y)=0 é normal à curva. Assim, a reta tangente em P é formada pelos deslocamentos ortogonais a ∇F(P).
A equação de contato associada a um ponto exterior descreve sua polar; os pontos de tangência das duas tangentes possíveis pertencem a essa reta. Nas cônicas focais, a tangente também bissecta ângulos determinados pelos raios focais, explicando aplicações ópticas.
∇F(x0,y0)⋅((x,y)−(x0,y0))=0Tangente a F(x,y)=0 em um ponto regular.
∇F(x0,y0)=(0,0)Condição de regularidade do ponto para existir uma tangente única.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Tangente
Reta limite das secantes quando dois pontos de interseção se aproximam de um mesmo ponto regular.
Normal
Reta perpendicular à tangente no ponto de contato.
Polar
Reta associada a um ponto em relação a uma cônica, que reúne pontos de contato quando o ponto é exterior.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Critério algébrico de tangência
Uma reta é tangente a uma cônica não degenerada quando sua substituição na equação da curva produz uma equação quadrática com raiz dupla.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Tangente à elipse
Determine a tangente a 16x2+9y2=1no ponto (0,3).
Use 16xx0+9yy0=1.
Substitua x0=0 e y0=3.
Obtenha 93y=1.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Tangentes por inclinação
Para quais valores de b a reta y=x+b é tangente à parábola y2=8x?
Translações, rotações e equação geral do segundo grau
Uma cônica deslocada ou inclinada pode parecer complicada, mas mudanças de coordenadas revelam sua forma canônica e sua geometria.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
x=X+h,y=Y+k
Translação da origem para o ponto (h,k).
Ax2+Bxy+Cy2+Dx+Ey+F=0
Equação geral de segundo grau em duas variáveis.
tan(2θ)=A−CB
Ângulo que elimina o termo misto quando A≠C.
Translação de eixos
A substituição x=X+h e y=Y+k move a origem para (h,k). Completar quadrados é a versão algébrica dessa translação e elimina os termos lineares de cônicas centrais.
O procedimento preserva comprimentos, ângulos e o tipo da cônica; apenas muda o sistema usado para descrever seus pontos.
x=X+h,y=Y+kTranslação da origem para o ponto (h,k).
Ax2+Bxy+Cy2+Dx+Ey+F=0Equação geral de segundo grau em duas variáveis.
Rotação e discriminante da cônica
O termo misto Bxy indica que os eixos naturais da cônica podem estar inclinados. Uma rotação ortogonal x=Xcosθ−Ysenθ, y=Xsenθ+Ycosθ pode eliminar esse termo.
Para uma cônica real não degenerada, o sinal de B2−4AC orienta a classificação: negativo para tipo elíptico, zero para tipo parabólico e positivo para tipo hiperbólico. Ainda é preciso verificar degenerações e existência real.
tan(2θ)=A−CBÂngulo que elimina o termo misto quando A≠C.
Δc=B2−4ACDiscriminante do bloco quadrático.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Termo misto
Termo Bxy da equação geral, associado à inclinação dos eixos principais.
Mudança ortogonal
Rotação ou reflexão que preserva distâncias e ângulos.
Cônica degenerada
Equação de segundo grau que se reduz a retas, um ponto ou conjunto vazio.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Invariância do tipo quadrático
O sinal de B2−4AC é preservado por rotações ortogonais dos eixos.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Centro por completamento
Reduza x2+4y2−6x+16y+9=0aˋ forma canônica.
Complete x2−6x=(x−3)2−9.
Complete 4(y2+4y)=4[(y+2)2−4].
Substitua e simplifique: (x−3)2+4(y+2)2=16.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Classificação pelo discriminante
Classifique o tipo de 3x2+4xy+3y2−1=0.
Identifique A=3,B=4 e C=3.
Calcule B2−4AC=16−36=−20.
O sinal negativo indica tipo elíptico; a equação possui pontos reais.
Equações paramétricas percorrem uma cônica com uma variável auxiliar e tornam mais diretas muitas análises de movimento, interseção e construção.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
x=h+acost,y=k+bsint
Parametrização trigonométrica da elipse.
x=h+pt2,y=k+2pt
Parametrização da parábola horizontal.
x=h+a1−t21+t2,y=k+1−t22bt
Parametrização racional de um ramo da hipérbole.
Parametrizações usuais
Na elipse, as funções seno e cosseno satisfazem automaticamente cos2t+sen2t=1. Na hipérbole, funções hiperbólicas cumprem identidade análoga; uma parametrização racional também evita funções especiais.
Na parábola y2=4px, escolher y=2pt força x=pt2. O parâmetro não precisa representar um ângulo: ele apenas identifica pontos da curva.
x=h+acost,y=k+bsintParametrização trigonométrica da elipse.
x=h+pt2,y=k+2ptParametrização da parábola horizontal.
x=h+a1−t21+t2,y=k+1−t22btParametrização racional de um ramo da hipérbole.
Interseções e cordas
Substituir a reta na cônica reduz o problema a uma equação de segundo grau no parâmetro ou em uma coordenada. Duas raízes reais indicam secante, uma raiz dupla indica tangente e nenhuma raiz real indica reta exterior.
O ponto médio de uma corda, a direção dos diâmetros e a simetria central de elipses e hipérboles podem ser investigados pelas somas das raízes da equação de interseção.
Δ>0⇒2 pontos,Δ=0⇒tangeˆncia,Δ<0⇒0 pontos reaisClassificação de uma reta em relação à cônica.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Parametrização
Representação das coordenadas dos pontos de uma curva por funções de um parâmetro.
Corda
Segmento cujas extremidades pertencem à cônica.
Diâmetro de uma cônica
Lugar dos pontos médios de uma família de cordas paralelas.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Teste de interseção
A quantidade de pontos reais comuns entre uma reta e uma cônica é dada pela quantidade de raízes reais da equação obtida por substituição.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Ponto por parâmetro
Na elipse x=4cost e y=3sent, determine o ponto para t=6π.
Use cos(6π)=23.
Use sen(6π)=21.
Multiplique pelas semidimensões.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Reta e circunferência
Classifique a reta y=2 em relação à circunferência x2+y2=9 e determine as interseções.