Uma trilha completa sobre pontos, retas e planos no espaço, projeções, diedros, poliedros, prismas, pirâmides, cilindros, cones, esferas, troncos e sólidos inscritos.
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V=Aᵦh
Como estudar esta apostila
Desenhe uma perspectiva simples, marque bases, altura perpendicular, arestas e apótemas com símbolos diferentes. Separe área lateral de área total, mantenha as unidades e só substitua valores depois de escolher a relação geométrica correta.
01
CAPÍTULO 1
Pontos, retas e planos no espaço
A geometria de posição descreve como pontos, retas e planos se relacionam antes de qualquer cálculo de comprimento, área ou volume.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
A,B,C na˜o colineares⇒um uˊnico plano α
Determinação de um plano por três pontos.
r∥s,r∩s=∅
Retas paralelas distintas são coplanares e não se intersectam.
Determinação e incidência
Ponto, reta e plano são conceitos primitivos. Dois pontos distintos determinam uma reta; três pontos não colineares determinam um plano.
Também determinam um plano uma reta e um ponto exterior a ela, duas retas concorrentes ou duas retas paralelas distintas. Reconhecer esses dados evita afirmar um plano com informação insuficiente.
Se dois pontos de uma reta pertencem a um plano, toda a reta pertence ao plano.
Dois planos distintos que têm um ponto comum intersectam-se em uma reta.
Uma reta pode estar contida, ser secante ou ser paralela a um plano.
A,B,C na˜o colineares⇒um uˊnico plano αDeterminação de um plano por três pontos.
Paralelismo, concorrência e reversas
Duas retas do espaço podem ser concorrentes, paralelas, coincidentes ou reversas. Retas reversas não são coplanares: não se encontram e suas direções não são paralelas.
Planos distintos podem ser paralelos ou secantes. Uma reta é paralela a um plano quando não possui ponto comum com ele; uma direção paralela ao plano não basta se a reta estiver contida no próprio plano.
r∥s,r∩s=∅Retas paralelas distintas são coplanares e não se intersectam.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Incidência
Relação de pertencimento entre ponto, reta e plano.
Retas reversas
Retas não coplanares que não são paralelas e não se intersectam.
Planos secantes
Planos distintos cuja interseção é uma reta.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Postulado de determinação
Por três pontos não colineares passa um e somente um plano.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Retas em um cubo
No cubo ABCD-EFGH, com E sobre A, classifique as arestas AB e CG.
AB pertence ao plano da base ABCD.
CG é uma aresta vertical e não encontra AB.
As direções não são paralelas e não há plano contendo simultaneamente as duas retas.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Plano determinado
Quantos planos passam por uma reta r e um ponto P que não pertence a r?
Escolha dois pontos distintos A e B em r.
Os pontos A, B e P não são colineares.
Três pontos não colineares determinam um único plano.
A perpendicularidade define alturas e menores distâncias. Projeções e diedros permitem medir inclinações entre objetos espaciais.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
r⊥α⇒r⊥s para toda s⊂α que passa pelo peˊ
Perpendicularidade entre reta e plano.
h=Lsinθ
Componente perpendicular de um segmento L inclinado de θ em relação ao plano.
p=Lcosθ
Comprimento da projeção ortogonal sobre o plano.
Reta perpendicular a plano e projeção
Uma reta é perpendicular a um plano quando é perpendicular a duas retas concorrentes desse plano no ponto de interseção. Ela também será perpendicular a todas as retas do plano que passam por esse ponto.
A projeção ortogonal de um ponto sobre um plano é o pé da perpendicular. A projeção de um segmento pode ser outro segmento, um ponto ou uma figura reduzida conforme sua posição.
r⊥α⇒r⊥s para toda s⊂α que passa pelo peˊPerpendicularidade entre reta e plano.
Ângulos de reta-plano e diedros
O ângulo entre uma reta e um plano é o ângulo agudo entre a reta e sua projeção ortogonal sobre o plano. Se a reta é perpendicular ao plano, o ângulo mede 90∘.
Duas semirregiões planas com a mesma aresta formam um diedro. Sua medida é obtida por uma seção normal: um plano perpendicular à aresta corta as faces em duas semirretas.
h=LsinθComponente perpendicular de um segmento L inclinado de θ em relação ao plano.
p=LcosθComprimento da projeção ortogonal sobre o plano.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Projeção ortogonal
Imagem obtida ao projetar pontos ao longo de retas perpendiculares a um plano.
Diedro
Figura formada por dois semiplanos de mesma origem, chamada aresta do diedro.
Seção normal
Corte perpendicular à aresta de um diedro usado para medir seu ângulo.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Teorema das três perpendiculares
Se uma reta de um plano é perpendicular à projeção de uma oblíqua sobre esse plano, então ela é perpendicular à própria oblíqua.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Altura de um cabo
Um cabo de 10 m forma 30∘ com o chão. Qual é a altura atingida por sua extremidade?
A altura é a componente perpendicular ao plano do chão.
Use h=10⋅sen30∘.
Como sen30∘=21, calcule o produto.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Projeção de uma escada
Uma escada de 13 m encosta em uma parede e atinge 12 m de altura. Qual é sua projeção no chão?
Escada, altura e projeção formam um triângulo retângulo.
Poliedros são limitados por polígonos. Contar faces, arestas e vértices revela regularidades estruturais que independem das medidas.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
∑nF=2A
Contagem de lados das faces e arestas.
V−A+F=2
Relação de Euler para poliedros convexos.
pF=2A
Faces de p lados.
Elementos, convexidade e contagens
As faces são polígonos, as arestas são encontros de duas faces e os vértices reúnem arestas. Um poliedro convexo fica inteiramente no mesmo semiespaço determinado pelo plano de cada face.
Ao somar os lados de todas as faces, cada aresta é contada duas vezes. Assim, a soma do número de lados das faces é 2A.
∑nF=2AContagem de lados das faces e arestas.
V−A+F=2Relação de Euler para poliedros convexos.
Poliedros de Platão e regulares
Um poliedro regular possui faces poligonais regulares congruentes e o mesmo número de faces reunidas em cada vértice. Existem apenas cinco tipos convexos: tetraedro, hexaedro, octaedro, dodecaedro e icosaedro.
A relação de Euler, combinada com as contagens 2A=pF e 2A=qV, restringe os pares possíveis de p lados por face e q faces por vértice.
pF=2AFaces de p lados.
qV=2Aq arestas ou faces reunidas em cada vértice regular.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Poliedro convexo
Poliedro que não possui reentrâncias e satisfaz a condição de semiespaço para cada face.
Face
Polígono que compõe a superfície de um poliedro.
Poliedro regular
Poliedro convexo com faces regulares congruentes e arranjo idêntico em todos os vértices.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Relação de Euler
Para todo poliedro convexo, V−A+F=2.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Faces pela relação de Euler
Um poliedro convexo possui 14 vértices e 21 arestas. Quantas faces ele tem?
Substitua V=14 e A=21 em V−A+F=2.
Escreva 14−21+F=2.
Isole F.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Prisma de base n-gonal
Determine V, A e F de um prisma cuja base tem n lados.
Prismas possuem duas bases poligonais congruentes e paralelas. Sua área e volume dependem da base, do comprimento das arestas laterais e da altura perpendicular.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
AL=Pbh
Área lateral de um prisma reto.
AT=2Ab+AL
Área total do prisma.
V=Abh
Volume de um prisma.
Elementos, áreas e planificação
Em um prisma reto, as faces laterais são retângulos e a aresta lateral coincide com a altura. A área lateral é o perímetro da base multiplicado pela altura.
A área total soma as duas bases à superfície lateral. Uma planificação ajuda a visualizar quais faces são contadas e reduz erros de omissão.
AL=PbhÁrea lateral de um prisma reto.
AT=2Ab+ALÁrea total do prisma.
Volume, diagonais e Cavalieri
O volume de qualquer prisma é a área da base multiplicada pela altura. O Princípio de Cavalieri justifica que prismas retos e oblíquos com bases equivalentes e mesma altura têm o mesmo volume.
No paralelepípedo retângulo de dimensões a, b e c, a diagonal espacial é obtida por duas aplicações do Teorema de Pitágoras.
V=AbhVolume de um prisma.
d=a2+b2+c2Diagonal do paralelepípedo retângulo.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Prisma
Poliedro com duas bases congruentes em planos paralelos e faces laterais paralelogrâmicas.
Prisma reto
Prisma cujas arestas laterais são perpendiculares às bases.
Paralelepípedo
Prisma cujas bases são paralelogramos.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Princípio de Cavalieri
Sólidos de mesma altura cujas seções paralelas às bases têm áreas iguais possuem volumes iguais.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Embalagem prismática
Um prisma reto tem base hexagonal de área 54 cm2, perímetro 30 cm e altura 12 cm. Determine volume e área total.
Calcule V=54⋅12.
Calcule A_L=30⋅12.
Some duas bases: A_T=360+2⋅54.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Diagonal do bloco
Uma caixa retangular mede 6 cm, 8 cm e 24 cm. Qual é sua diagonal espacial?
Uma pirâmide une um polígono-base a um vértice exterior ao plano da base. Alterar o número de lados da base muda faces, arestas e vértices, mas preserva as ideias de altura e volume.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
F=n+1,A=2n,V=n+1
Contagens de faces, arestas e vértices de uma pirâmide n-gonal.
g2=h2+ab2
Apótema lateral g, altura h e apótema da base aᵦ em pirâmide regular.
AL=2Pbg
Área lateral de pirâmide regular.
Elementos e contagens pela base
Uma pirâmide de base n-gonal possui n faces laterais triangulares, n+1 faces no total, 2n arestas e n+1 vértices.
Em uma pirâmide regular, a base é regular e a projeção do vértice coincide com o centro da base. As arestas laterais são congruentes e cada face lateral é um triângulo isósceles.
F=n+1,A=2n,V=n+1Contagens de faces, arestas e vértices de uma pirâmide n-gonal.
g2=h2+ab2Apótema lateral g, altura h e apótema da base aᵦ em pirâmide regular.
Áreas e volume
A área lateral é a soma das áreas dos triângulos laterais. Na pirâmide regular, todos têm a mesma altura g, o que produz A_L=Pb2g.
Uma pirâmide tem um terço do volume de um prisma com base equivalente e mesma altura. A altura usada é sempre perpendicular ao plano da base.
AL=2PbgÁrea lateral de pirâmide regular.
V=3AbhVolume de qualquer pirâmide.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Vértice da pirâmide
Ponto exterior ao plano da base comum a todas as faces laterais.
Apótema da pirâmide
Altura de uma face lateral de uma pirâmide regular.
Pirâmide regular
Pirâmide reta cuja base é um polígono regular.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Volume da pirâmide
Pirâmides de bases equivalentes e mesma altura têm volumes iguais, e esse volume é Ab3h.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Pirâmide hexagonal
Uma pirâmide regular tem base hexagonal de lado 4 cm, apótema da base 23 cm e altura 8 cm. Determine o volume.
O perímetro da base é 24 cm.
A área da base é Pbab/2=24⋅223=243cm2.
Use V=Ab3h.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Contagem ajustável
Uma pirâmide tem base com 11 lados. Quantas faces, arestas e vértices possui?
Cilindros e cones são corpos redondos gerados a partir de circunferências. Suas planificações relacionam medidas curvas a retângulos e setores circulares.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
AL=2πrh,AT=2πr(r+h)
Áreas lateral e total do cilindro reto.
V=πr2h
Volume do cilindro.
g2=r2+h2
Relação métrica no cone reto.
Cilindro: áreas, volume e seção meridiana
No cilindro circular reto, a superfície lateral planificada é um retângulo de lados 2πr e h. A seção meridiana é um retângulo de lados 2r e h.
O cilindro possui o mesmo princípio volumétrico do prisma: área da base vezes altura.
AL=2πrh,AT=2πr(r+h)Áreas lateral e total do cilindro reto.
V=πr2hVolume do cilindro.
Cone: geratriz, áreas e volume
No cone circular reto, a geratriz g, o raio r e a altura h formam um triângulo retângulo. A lateral planificada é um setor circular de raio g.
O cone tem um terço do volume do cilindro de mesma base e altura. Sua área total soma o círculo da base à área lateral πrg.
g2=r2+h2Relação métrica no cone reto.
AL=πrg,V=3πr2hÁrea lateral e volume do cone.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Geratriz
Segmento da superfície lateral que liga o vértice à circunferência da base do cone.
Cilindro equilátero
Cilindro reto cuja altura é igual ao diâmetro da base.
Cone equilátero
Cone reto cuja seção meridiana é um triângulo equilátero, portanto g=2r.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Comparação de volumes
Um cone possui um terço do volume de um cilindro com base equivalente e a mesma altura.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Reservatório cilíndrico
Um cilindro de raio interno 2 m e altura 5 m está 80% cheio. Qual é o volume de líquido?
A capacidade é π·22⋅5=20πm3.
Calcule 80% de 20π.
Multiplique por 0,8.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Cone e geratriz
Um cone reto tem raio 5 cm e altura 12 cm. Determine geratriz, área lateral e volume.
A esfera reúne pontos do espaço a uma distância limitada do centro; sua superfície é formada pelos pontos exatamente à distância do raio.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
A=4πR2
Área da superfície esférica.
V=34πR3
Volume da esfera.
Azona=2πRh
Área de uma zona esférica de altura h.
Seções, área e volume
Todo plano secante a uma esfera produz um círculo. Se o plano passa pelo centro, a seção é um círculo máximo de raio R.
A área da superfície varia com R2 e o volume com R3. Por isso, duplicar o raio quadruplica a área e multiplica o volume por oito.
A=4πR2Área da superfície esférica.
V=34πR3Volume da esfera.
Fusos, cunhas e zonas esféricas
Dois semicírculos máximos delimitam um fuso na superfície e uma cunha no sólido. Suas medidas são proporcionais ao ângulo central α.
Uma zona esférica resulta do corte da superfície por dois planos paralelos. Sua área depende do raio da esfera e da altura h da zona, não da posição dos planos.
Azona=2πRhÁrea de uma zona esférica de altura h.
Afuso=2πα4πR2Área do fuso para α em radianos.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Superfície esférica
Conjunto de pontos do espaço cuja distância a um centro é R.
Círculo máximo
Seção da esfera por um plano que contém o centro.
Fuso esférico
Parte da superfície limitada por dois semicírculos máximos.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Relação entre seção e distância ao centro
Se um plano está a distância d<R do centro de uma esfera de raio R, o raio ρ da seção satisfaz ρ²=R2−d2.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Seção da esfera
Uma esfera de raio 10 cm é cortada por um plano a 6 cm do centro. Qual é o raio da seção?
Centro, centro da seção e um ponto da circunferência formam triângulo retângulo.
Use ρ²+62=102.
Calcule ρ²=64.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Escala esférica
O raio de uma esfera cresce 20%. Por qual fator sua área e seu volume são multiplicados?
Cortar uma pirâmide ou um cone por um plano paralelo à base produz sólidos semelhantes e um tronco. Razões lineares controlam áreas e volumes por potências.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
A1A2=k2
Razão entre áreas de figuras ou sólidos semelhantes.
V1V2=k3
Razão entre volumes de sólidos semelhantes.
Vtronco de piraˆmide=3h(B+Bb+b)
Bases paralelas de áreas B e b.
Razões de semelhança
Sólidos semelhantes têm comprimentos correspondentes na razão k, áreas na razão k2 e volumes na razão k3.
Em uma pirâmide seccionada paralelamente à base, a pequena pirâmide removida é semelhante à original. A razão entre alturas coincide com a razão entre lados correspondentes das bases.
A1A2=k2Razão entre áreas de figuras ou sólidos semelhantes.
V1V2=k3Razão entre volumes de sólidos semelhantes.
Volumes de troncos
O volume do tronco pode ser obtido subtraindo o sólido menor do maior. Fórmulas diretas usam áreas das bases B e b e a média geométrica Bb.
No tronco de cone reto, a geratriz, a diferença dos raios e a altura formam um triângulo retângulo, útil para áreas laterais.
Vtronco de piraˆmide=3h(B+Bb+b)Bases paralelas de áreas B e b.
Vtronco de cone=3πh(R2+Rr+r2)Tronco de cone de raios R e r.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Razão de semelhança
Quociente k entre comprimentos correspondentes de figuras ou sólidos semelhantes.
Tronco
Parte de uma pirâmide ou cone entre a base e uma seção paralela a ela.
Bases do tronco
Duas regiões semelhantes e paralelas que limitam o sólido.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Escalonamento dimensional
Sob uma ampliação de fator k, comprimentos são multiplicados por k, áreas por k2 e volumes por k3.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Pirâmide seccionada
Uma pirâmide de 15 cm de altura é cortada a 5 cm do vértice por plano paralelo à base. Que fração do volume original pertence à pequena pirâmide?
A razão linear é k=155=31.
Volumes variam com o cubo da razão.
Calcule (31)³.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Tronco de cone
Calcule o volume de um tronco de cone com R=5cm,r=2cm e h=6cm.
Problemas finais combinam sólidos, tangências e decomposições. A chave é identificar os segmentos compartilhados antes de aplicar fórmulas.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
rinscrita=2a
Esfera inscrita em cubo de aresta a.
Rcircunscrita=2a3
Esfera circunscrita ao cubo.
Vtotal=∑Vpartes−∑Vcavidades
Princípio de composição de volumes.
Sólidos inscritos e circunscritos
Uma esfera inscrita em um poliedro é tangente às faces; seu raio costuma corresponder à distância do centro às faces. Uma esfera circunscrita passa pelos vértices; seu raio liga o centro a qualquer vértice.
No cubo de aresta a, a esfera inscrita tem raio 2a, enquanto a esfera circunscrita tem raio igual à metade da diagonal espacial a3.
rinscrita=2aEsfera inscrita em cubo de aresta a.
Rcircunscrita=2a3Esfera circunscrita ao cubo.
Decomposição e unidades
Objetos reais podem ser decompostos em partes conhecidas. Uniões pedem soma de volumes sem sobreposição; cavidades pedem subtração; regiões sobrepostas devem ser contadas uma única vez.
Antes de calcular, converta todas as medidas para a mesma unidade. Área usa unidades quadradas, volume usa unidades cúbicas e capacidade pode ser convertida por 1 L=1dm3.
Faça um corte que revele triângulos retângulos ocultos.
Marque tangências: o raio é perpendicular ao plano ou reta tangente.
Evite somar regiões sobrepostas duas vezes.
Confira a potência da unidade no resultado.
Vtotal=∑Vpartes−∑VcavidadesPrincípio de composição de volumes.
1m3=1000LConversão comum entre volume e capacidade.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Sólido inscrito
Sólido colocado dentro de outro com pontos ou superfícies de tangência definidos.
Sólido circunscrito
Sólido que contém outro e o tangencia segundo a configuração do problema.
Sólido composto
Objeto cuja região pode ser representada pela união ou diferença de sólidos conhecidos.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Raio e tangência
O raio traçado ao ponto de tangência de uma esfera com um plano é perpendicular a esse plano.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Esfera dentro do cubo
Um cubo de aresta 10 cm contém uma esfera inscrita. Determine a razão entre o volume da esfera e o volume do cubo.
A esfera tem raio 5 cm.
V_esfera=4π⋅353=3500π.
V_cubo=103=1000; forme o quociente.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Peça com cavidade
Um bloco 12×10×8 cm é atravessado por um furo cilíndrico de raio 2 cm e comprimento 12 cm. Qual volume resta?
Triedros descrevem o encontro de três faces em um vértice. Suas condições angulares ajudam a compreender por que existem somente cinco poliedros regulares convexos.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
a<b+c,b<a+c,c<a+b
Desigualdades entre as faces de um triedro.
a+b+c<360∘
Condição angular em um triedro convexo.
htet=a32,Vtet=12a32
Altura e volume do tetraedro regular.
Faces e diedros de um triedro
Três semirretas não coplanares de mesma origem determinam um triedro. Os ângulos planos entre pares de arestas são as faces do triedro; os ângulos entre os planos correspondentes são seus diedros.
Cada face de um triedro é menor que a soma das outras duas, e a soma das três faces é menor que 360∘. Essas condições são análogas à desigualdade triangular e impedem que o ângulo poliédrico se achate.
a<b+c,b<a+c,c<a+bDesigualdades entre as faces de um triedro.
a+b+c<360∘Condição angular em um triedro convexo.
Métricas dos poliedros de Platão
Nos poliedros regulares, simetria faz coincidir os centros das esferas inscrita e circunscrita. Cortes que passam pelo centro revelam triângulos retângulos e permitem relacionar aresta, raio inscrito e raio circunscrito.
No tetraedro regular de aresta a, a altura é a√(32). No octaedro regular, unir o centro a quatro vértices equatoriais forma duas pirâmides quadrangulares congruentes.
htet=a32,Vtet=12a32Altura e volume do tetraedro regular.
Voct=3a32Volume do octaedro regular.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Triedro
Ângulo poliédrico formado por três semiplanos determinados por três arestas de mesma origem.
Face do triedro
Ângulo plano formado por duas arestas consecutivas.
Ângulo poliédrico regular
Ângulo poliédrico com faces congruentes e diedros congruentes.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Restrição dos poliedros regulares
Em um vértice convexo, a soma dos ângulos das faces incidentes é menor que 360∘.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Volume do tetraedro
Calcule o volume de um tetraedro regular de aresta 6 cm.
Use V=a1232.
Substitua a=6:V=216122.
Simplifique a divisão.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Verificação de triedro
Ângulos planos de 80∘, 110∘ e 150∘ podem ser faces de um triedro convexo?
Cada medida é menor que a soma das outras duas.
Some as faces: 80+110+150=340∘.
Como 340∘<360∘, as condições necessárias são atendidas.
Cortar um sólido por um plano revela polígonos ocultos e transforma relações espaciais em problemas de geometria plana.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
ℓbℓs=hds=k
Razão entre uma seção paralela e a base de uma pirâmide.
AbAs=k2
Razão entre as áreas da seção e da base.
dsuperfıˊcie=u2+v2
Caminho mínimo após abrir duas ou mais faces em um retângulo equivalente.
Seções em prismas e pirâmides
Um plano paralelo à base de um prisma produz uma seção congruente à base. Em uma pirâmide, produz uma seção semelhante à base, com razão linear igual à razão entre as distâncias ao vértice.
Planos oblíquos podem cortar arestas de famílias diferentes. Para construir a seção, localize dois pontos em uma mesma face, una-os por um segmento e prossiga para a face adjacente até fechar o polígono.
ℓbℓs=hds=kRazão entre uma seção paralela e a base de uma pirâmide.
AbAs=k2Razão entre as áreas da seção e da base.
Planificações e caminhos mínimos
Uma planificação abre a superfície do sólido sem deformar as faces. A distância mínima sobre faces consecutivas torna-se um segmento reto na planificação adequada.
Um mesmo sólido pode possuir várias planificações. Deve-se escolher aquela que mantém lado a lado as faces percorridas e evita que o segmento cruze regiões que não pertencem ao caminho permitido.
dsuperfıˊcie=u2+v2Caminho mínimo após abrir duas ou mais faces em um retângulo equivalente.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Seção plana
Figura obtida pela interseção de um sólido com um plano.
Traço do plano
Segmento ou reta de interseção do plano secante com uma face.
Planificação
Conjunto de faces abertas no plano, preservando suas medidas e adjacências selecionadas.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Seções paralelas em pirâmides
Toda seção de uma pirâmide por plano paralelo à base é semelhante à base e determina uma pirâmide menor semelhante à original.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Área de uma seção
Uma pirâmide de altura 12 cm é cortada, a 4 cm do vértice, por plano paralelo à base de área 108 cm2. Qual é a área da seção?
A razão linear é k=124=31.
A razão entre áreas é k2=91.
Multiplique 108 por 91.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Formiga sobre a caixa
Em um bloco retangular de dimensões 6 cm, 8 cm e 3 cm, uma formiga vai de um vértice a outro passando por duas faces que, abertas, formam um retângulo 9×8. Qual é o menor caminho nessa abertura?
A abertura soma os lados 6 e 3, formando dimensão 9.
Cilindros, cones e outras superfícies podem ser entendidos pelo movimento de retas ou pela rotação de figuras planas, unificando construção e medida.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
V=A⋅2πd
Volume pelo primeiro teorema de Pappus; d é a distância do centroide ao eixo.
S=L⋅2πd
Área gerada por uma curva de comprimento L.
Geração de superfícies
Uma superfície regrada é percorrida por uma reta móvel chamada geratriz. Se a geratriz permanece paralela a uma direção fixa, surge uma superfície cilíndrica; se passa por um ponto fixo, surge uma superfície cônica.
Ao girar um retângulo em torno de um lado, obtemos um cilindro reto. Girar um triângulo retângulo em torno de um cateto produz um cone reto; girar um semicírculo em torno do diâmetro produz uma esfera.
O eixo de rotação permanece fixo.
A distância ao eixo determina o raio da trajetória circular.
Uma região plana gera um sólido; seu contorno gera a superfície correspondente.
Teoremas de Pappus em aplicações simples
Quando uma região plana gira em torno de uma reta externa que não a atravessa, seu volume é a área da região multiplicada pelo comprimento da trajetória de seu centroide.
De modo análogo, a área da superfície gerada por uma curva é seu comprimento multiplicado pela trajetória do centroide da curva. Esses resultados devem ser usados somente quando o eixo não corta o interior do objeto gerador.
V=A⋅2πdVolume pelo primeiro teorema de Pappus; d é a distância do centroide ao eixo.
S=L⋅2πdÁrea gerada por uma curva de comprimento L.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Geratriz
Reta ou curva móvel que produz uma superfície.
Superfície de revolução
Superfície gerada pela rotação de uma curva em torno de um eixo fixo.
Centroide
Ponto médio geométrico ponderado de uma linha ou região homogênea.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Teorema de Pappus para volumes
O volume gerado por uma região plana ao girar em torno de eixo externo é o produto da área pela distância percorrida por seu centroide.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Toro por rotação
Um círculo de raio 2 cm gira em torno de uma reta coplanar situada a 5 cm de seu centro. Determine o volume do toro.
A área geradora é π·22=4π.
O centro percorre uma circunferência de comprimento 2π·5=10π.
Multiplique pela regra de Pappus.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Sólido gerado por triângulo
Um triângulo retângulo de catetos 3 cm e 4 cm gira em torno do cateto de 4 cm. Identifique o sólido e calcule o volume.
Cortes de uma esfera geram calotas, segmentos e setores cujas medidas dependem de alturas, raios das seções e posições relativas.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
Acalota=2πRh
Área curva de uma calota de altura h.
Vcalota=3πh2(3R−h)
Volume do segmento esférico de uma base.
ρ2=2Rh−h2
Raio ρ da base circular da calota.
Calota e segmento esférico
Uma calota é a parte da esfera separada por um plano. Sua altura h é medida perpendicularmente do plano secante ao extremo da esfera.
O segmento esférico de uma base corresponde ao sólido da calota. Seu volume pode ser escrito apenas em função de R e h; a área curva da calota coincide com a área de uma zona de altura h.
Acalota=2πRhÁrea curva de uma calota de altura h.
Vcalota=3πh2(3R−h)Volume do segmento esférico de uma base.
ρ2=2Rh−h2Raio ρ da base circular da calota.
Plano tangente e esferas tangentes
O plano tangente a uma esfera em T é perpendicular ao raio OT. Assim, qualquer reta desse plano que passe por T é perpendicular a OT.
Duas esferas são tangentes externamente quando a distância entre seus centros é a soma dos raios e internamente quando é o módulo da diferença. Em ambos os casos, o ponto de tangência pertence à reta dos centros.
d(O1,O2)=R1+R2Tangência externa entre esferas.
d(O1,O2)=∣R1−R2∣Tangência interna entre esferas.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Calota esférica
Parte da superfície esférica situada de um lado de um plano secante.
Segmento esférico
Parte sólida da esfera limitada por uma calota e seu círculo-base.
Plano tangente
Plano que possui exatamente um ponto em comum com a superfície esférica.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Plano tangente à esfera
O plano tangente a uma esfera é perpendicular ao raio conduzido ao ponto de tangência.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Volume de uma calota
Uma esfera de raio 5 cm possui uma calota de altura 2 cm. Calcule a área curva e o volume da calota.
A=2π⋅5⋅2=20π.
V=π⋅2233⋅5−2.
Simplifique 4π·313.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Esferas tangentes
Duas esferas de raios 7 cm e 3 cm têm centros separados por 10 cm. Qual é sua posição relativa?