Uma trilha completa sobre sequências, progressões aritméticas, propriedades de termos equidistantes, somas, progressões de segunda ordem, progressões geométricas e séries infinitas.
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aₙ
Como estudar esta apostila
Escreva os primeiros termos, identifique se a mudança é aditiva ou multiplicativa e só então escolha a fórmula. Em somas, determine primeiro o número de termos e confirme se a série é finita ou convergente.
01
CAPÍTULO 1
Sequências e leis de formação
Uma sequência organiza números em posições. O índice faz parte da informação: dois termos com o mesmo valor podem desempenhar papéis diferentes quando ocupam posições distintas.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
(a1,a2,a3,…,an,…)
Notação de uma sequência.
an=f(n)
Lei explícita.
an=F(an−1,an−2,…)
Lei recursiva.
Termos, índices e representações
Uma sequência finita possui último termo; uma sequência infinita prossegue indefinidamente. A notação aₙ representa o termo que ocupa a posição n.
Uma lei explícita calcula aₙ diretamente a partir de n. Uma lei recursiva usa um ou mais termos anteriores e precisa informar valores iniciais.
(a1,a2,a3,…,an,…)Notação de uma sequência.
an=f(n)Lei explícita.
an=F(an−1,an−2,…)Lei recursiva.
Reconhecimento de padrões
Diferenças sucessivas ajudam a reconhecer comportamento aditivo; razões entre termos ajudam a reconhecer comportamento multiplicativo. Um padrão observado sugere uma fórmula, mas é preciso verificá-la.
Uma lista curta pode admitir várias leis de formação. O contexto ou uma regra adicional é necessário para determinar uma sequência de modo único.
Calcule diferenças entre termos consecutivos.
Quando possível, calcule razões.
Observe alternância, periodicidade e posição.
Teste a fórmula em mais de um termo.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Sequência
Função cujo domínio é um subconjunto ordenado dos números naturais.
Termo
Valor associado a uma posição específica da sequência.
Recorrência
Regra que define termos usando valores anteriores.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Necessidade de dados iniciais
Uma recorrência de ordem k precisa, em geral, de k termos iniciais para determinar a sequência.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Lei explícita
A sequência é definida por aₙ=n2+n. Determine os quatro primeiros termos e a10.
Substitua n por 1, 2, 3 e 4.
Obtenha 2, 6, 12 e 20.
Para n=10, calcule 102+10.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Lei recursiva
Se a1=2,a2=3 e aₙ=aₙ₋₁+aₙ₋₂ para n≥3, determine a5.
A linearidade da PA cria simetrias entre termos equidistantes. Essas propriedades resolvem problemas sem exigir o cálculo do primeiro termo e da razão separadamente.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
2an=an−1+an+1
Propriedade da média aritmética.
ak−d+ak+d=2ak
Termos equidistantes de aₖ.
r=m+1B−A
Razão ao inserir m meios aritméticos entre A e B.
Média e termos equidistantes
Todo termo interno de uma PA é a média aritmética de seus vizinhos. Mais geralmente, termos à mesma distância de uma posição central têm soma igual ao dobro do termo central.
Em uma PA finita, pares equidistantes dos extremos têm a mesma soma: a1+aₙ=a2+aₙ₋₁ e assim por diante.
2an=an−1+an+1Propriedade da média aritmética.
ak−d+ak+d=2akTermos equidistantes de aₖ.
Interpolação aritmética
Interpolar meios aritméticos entre A e B significa construir uma PA que comece em A, termine em B e contenha a quantidade pedida de termos intermediários.
Se são inseridos m meios, existem m+1 intervalos iguais entre os extremos. A razão é, portanto, (B−A)/(m+1).
r=m+1B−ARazão ao inserir m meios aritméticos entre A e B.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Termo central
Termo que ocupa a posição média de uma PA finita com quantidade ímpar de termos.
Termos equidistantes
Termos separados pelo mesmo número de posições em relação a uma referência.
Meios aritméticos
Termos inseridos entre dois extremos para formar uma PA.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Simetria da PA
Se p+q=r+s, então aₚ+a_q=ar+as em qualquer PA.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Termos equidistantes
Em uma PA, a5=18. Quanto vale a3+a7?
As posições 3 e 7 estão à mesma distância de 5.
A soma de termos equidistantes é o dobro do termo central.
Algumas sequências não têm diferenças constantes, mas suas primeiras diferenças formam uma PA. Nesses casos, a segunda diferença é constante e o comportamento é quadrático.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
Δan=an+1−an
Primeira diferença.
Δ2an=Δan+1−Δan
Segunda diferença.
an=a1+k=1∑n−1Δak
Reconstrução da sequência pelas diferenças.
Diferenças sucessivas
A primeira diferença é Δaₙ=aₙ₊₁−aₙ. Se a sequência das primeiras diferenças é uma PA, então as segundas diferenças Δ2aₙ são constantes.
Sequências dadas por polinômios quadráticos em n possuem segunda diferença constante. O coeficiente de n2 controla esse valor.
Δan=an+1−anPrimeira diferença.
Δ2an=Δan+1−ΔanSegunda diferença.
Reconstrução pela soma
Para chegar a aₙ, somam-se ao primeiro termo as n−1 primeiras diferenças. Como essas diferenças formam uma PA, sua soma pode ser calculada pela fórmula já estudada.
Essa conexão explica por que somar uma lei linear produz uma lei quadrática e antecipa a ideia discreta de integração.
an=a1+k=1∑n−1ΔakReconstrução da sequência pelas diferenças.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Primeira diferença
Variação entre dois termos consecutivos.
Segunda diferença
Variação entre duas primeiras diferenças consecutivas.
PA de segunda ordem
Sequência cujas primeiras diferenças formam uma PA não constante.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Caracterização quadrática
Uma sequência tem segunda diferença constante se, e somente se, seu termo geral é um polinômio de grau no máximo 2 em n.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Próximo termo
Encontre o próximo termo de 3, 8, 15, 24, 35, …
As primeiras diferenças são 5, 7, 9 e 11.
Elas formam uma PA de razão 2.
A próxima diferença é 13; some-a a 35.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Números triangulares
A sequência 1, 3, 6, 10, 15, … tem diferenças 2, 3, 4, 5, … Qual é o 20º termo?
Em uma progressão geométrica, cada termo é obtido multiplicando o anterior por uma razão constante. O modelo descreve crescimentos e decaimentos proporcionais.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
an=an−1q
Definição recursiva da PG.
an=a1qn−1
Termo geral da PG.
an2=an−1an+1
Propriedade da média geométrica.
Razão e termo geral
Quando os termos são não nulos, a razão q é o quociente entre um termo e seu antecessor. Do primeiro ao enésimo termo ocorrem n−1 multiplicações por q.
Para q>1 e a1>0,aPG cresce; para 0<q<1, decresce em módulo. Uma razão negativa produz alternância de sinais.
an=an−1qDefinição recursiva da PG.
an=a1qn−1Termo geral da PG.
Média geométrica e equidistância
Em uma PG, o quadrado de um termo interno é o produto de seus vizinhos. Para termos positivos, esse termo é a média geométrica dos vizinhos.
Produtos de termos equidistantes de uma posição central são iguais. Em uma PG finita, a1aₙ=a2aₙ₋₁ e assim por diante.
an2=an−1an+1Propriedade da média geométrica.
ak−dak+d=ak2Termos equidistantes de aₖ.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Progressão geométrica
Sequência em que cada termo é o anterior multiplicado por uma constante q.
Razão da PG
Fator multiplicativo constante entre termos consecutivos.
Média geométrica
Para números positivos x e y, valor xy.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Caracterização exponencial
Uma PG não nula possui termo geral aₙ=a1qn−1.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Decaimento geométrico
Determine a8 na PG 640, 320, 160, …
A razão é q=21.
Use a8=640(21)7.
Como 27=128, divida 640 por 128.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Descoberta da razão
Em uma PG de razão positiva, a3=18 e a6=486. Determine q e a1.
A soma geométrica resulta de multiplicar a série por q e subtrair expressões. Quando ∣q∣<1, os termos diminuem e uma soma infinita pode convergir para um valor finito.
SÍNTESE DO CAPÍTULO
Sn=a1q−1qn−1,q=1
Soma dos n primeiros termos da PG.
Sn=na1,q=1
Caso constante.
S∞=1−qa1,∣q∣<1
Soma da PG infinita convergente.
Soma finita
Para q=1, subtraia Sₙ de qSₙ. Quase todos os termos se cancelam, restando apenas o primeiro e o termo imediatamente após o último.
Quando q=1, todos os termos são iguais a a1 e a soma é simplesmente na1.
Sn=a1q−1qn−1,q=1Soma dos n primeiros termos da PG.
Sn=na1,q=1Caso constante.
Soma infinita convergente
Se ∣q∣<1, então qⁿ se aproxima de zero. A soma parcial se aproxima de a1/(1−q), que é definida como a soma da série infinita.
Se ∣q∣≥1 e a1=0, os termos não se aproximam de zero; portanto, a série geométrica não converge. Termos irem a zero é condição necessária, embora não suficiente para séries em geral.
Confirme o valor de q.
Conte os termos na soma finita.
Use a fórmula infinita apenas quando ∣q∣<1.
Interprete o limite no contexto.
S∞=1−qa1,∣q∣<1Soma da PG infinita convergente.
D
VOCABULÁRIO
Definições essenciais
Soma parcial
Soma finita Sₙ dos n primeiros termos.
Série geométrica
Soma dos termos de uma progressão geométrica.
Convergência
Existência de um valor finito do qual as somas parciais se aproximam.
T
RESULTADOS CENTRAIS
Teoremas e propriedades
Convergência geométrica
A série a1+a1q+a1q2+⋯ converge se, e somente se, ∣q∣<1 ou a1=0.
1
EXEMPLO RESOLVIDO
Soma finita
Calcule 3+6+12+⋯+1.536.
A PG tem a1=3 e q=2.
Como 1.536=3⋅29, há 10 termos.
Use S10=32−1210−1.
2
EXEMPLO RESOLVIDO
Série alternada
Calcule 18−6+2−32+⋯
A razão é q=−31.
Como ∣q∣=31<1, a série converge.
Use S=18/[1−(−31)].
3
EXEMPLO RESOLVIDO
Distância de uma bola
Uma bola cai de 10 m e, a cada impacto, sobe 60% da altura anterior. Qual distância total percorre?
A primeira queda mede 10 m.
As subidas formam 6+3,6+2,16+⋯, com soma 1−0,66=15.
Cada subida é acompanhada por uma nova descida de mesma altura.